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Correio da Manhã

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Músicos e autores em guerra com YouTube

80 artistas portugueses juntaram-se a campanha europeia.
Sónia Dias 22 de Julho de 2016 às 08:31
Sérgio Godinho e Jorge Palma são dois dos músicos e autores que assinaram a petição contra o YouTube
Sérgio Godinho e Jorge Palma são dois dos músicos e autores que assinaram a petição contra o YouTube FOTO: Sérgio Lemos
Os músicos, editores e autores portugueses declararam guerra ao YouTube. Em duas cartas enviadas a Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, a Audiogest (Associação para a Gestão e Distribuição de Direitos), a Associação Fonográfica Portuguesa e a Sociedade Portuguesa de Autores pedem que as diretivas sejam alteradas de forma a que o site de vídeos pague os mesmos direitos de autor que outros serviços, como o Spotify, por exemplo.

Entre as várias figuras nacionais que assinam a petição estão António Zambujo, Camané, Jorge Palma, Mariza, Rui Veloso, Sérgio Godinho e Tim, que se juntam a nomes como David Guetta, Andrea Bocelli, Ennio Morricone e Pedro Almodóvar.

A ideia surgiu após artistas como Paul McCartney, Taylor Swift e Katy Perry exigirem aos EUA uma revisão legislativa que permita obter maiores receitas junto do site da Google. Em causa está uma lacuna legal que permite ao site gozar de um estatuto de neutralidade por partilhar vídeos selecionados ou criados pelos internautas, não sendo, assim, considerado um serviço de streaming.


"A maior plataforma de distribuição de conteúdos musicais à escala global – o YouTube – remunera os criadores e artistas num valor muito menor do que qualquer plataforma sujeita a licenciamento", explica Miguel Lourenço Carretas, diretor-geral da Audiogest.

O YouTube, por seu turno, diz que desde 2009 pagou mais de 2,5 mil milhões de euros em direitos de autor. Um estudo calcula que o portal pagou 660 milhões aos músicos em 2015, 11% mais do que em 2014.
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