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Correio da Manhã

Tv Media
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NA ESCOLA DA VIDA

Aos 23 anos, a bonita actriz, que começou como manequim, está bem lançada na carreira televisiva. Estuda Filosofia por paixão e confessa ser mimada, tal e qual a personagem que interpreta na telenovela.
25 de Julho de 2002 às 19:33
Dália Madruga não coloca a hipótese de ir estudar para o Conservatório. “Se calhar, vou um bocadinho contra aquilo que toda a gente diz, mas acho que a melhor escola é mesmo estar com os outros actores, aprender com eles e observar muito”, salienta. Diz ainda que a escola são as telenovelas, os filmes, os outros actores mais velhos, que ensinam os mais novos. “É um pouco a escola da vida...”

Manequim profissional da “Central Models” há seis anos, Dália Madruga fez, antes da sua actual personagem “Rita”, no elenco fixo da telenovela “Tudo Por Amor” (TVI), algumas participações esporádicas em televisão, nomeadamente em “Médico de Família” (SIC).
A sua carreira de actriz começou com a participação, como personagem secundária, no filme “Tráfico”, de João Botelho, em 1998. A interpretação de “Rita” é, como diz, o seu “primeiro grande papel em televisão.”

“Ser actriz não foi um acto premeditado”, afirma Dália, que nunca pensou nisso antes de lhe acontecer. “Aliás, em pequenina, falava sempre em ser advogada”,conta. Contudo, neste momento, representar é mesmo o que quer continuar a fazer profissionalmente.
A par com o seu trabalho em televisão, a bonita actriz está a estudar Filosofia, não porque queira ser professora, mas apenas “por paixão”. Pensou na hipótese de mudar de curso, para Direito, mas ainda não decidiu.

“Encarno bem a minha personagem, ‘Rita’”, afirma. Classifica-a como a típica menina mimada, que se deixa influenciar, sobretudo pela melhor amiga, a “Mariana” (Inês Castel-Branco), e cuja única preocupação é divertir-se.
Ao conhecer um rapaz, o “Jorge” (Afonso Melo), a “Rita” apaixonou-se e, ao lado dele, comporta-se como uma pessoa calma, tranquila e apaixonada. Sente-se bem, porque ele dá-lhe alguma segurança e muito carinho. Apesar disso, quando está com a “Mariana”, que “é “terrível”, fica igualzinha a ela.
Uma faceta da “Rita” é a da traição. Ela trai o namorado, “Jorge”, mas fica melindrada quando este, posteriormente, se envolve com “Sofia” (Ana Tendeiro). Com despeito, “Rita” brada aos sete ventos que uma simples secretária não é mulher para ele.

Na vida real, Dália Madruga, que é casada há pouco tempo com o músico Ricky, da banda “Milénio”, diz não se rever em “Rita”. Pelo contrário, afirma-se “muito fiel”. Parecenças com a “Rita”, Dália só as encontra mesmo no facto de “ser mimada”. “A parte de ser má não tem a ver comigo, e é a faceta da personagem mais complicada de assumir”, conclui.

CAIXINHA DE SURPRESAS

A “Rita” é, na opinião da sua intérprete, Dália Madruga, “uma caixinha de surpresas”. De personalidade muito instável, a jovem deixa-se influenciar facilmente por pessoas menos sérias, como o galã “Nuno” (Eurico Lopes), um dos personagens principais da telenovela, que faz de irmão mais velho do protagonista, “Pedro” (Diogo Morgado).Como explica a actriz, a sua personagem acaba por se render ao “Nuno”, porque, apesar de ele se revelar um “mau carácter, não deixa de ser um sedutor nato”.
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