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Não vou tolerar ataques

Jorge Veríssimo Monteiro, concorre à 'Quinta das Celebridades' para ‘matar’ de vez ‘Capitão Roby’

17 de março de 2005 às 01:40

Correio da Manhã – O que o levou a participar?

Jorge Veríssimo Monteiro – Foi a monstruosidade que a SIC fez comigo ao decidir exibir a série ‘Capitão Roby’ [em reposição na SIC]. Fui, inclusive, aconselhado a aceitar, pelos meus advogados e amigos, para mostrar que não tenho rigorosamente nada a ver com o personagem da série. O que a SIC fez foi ‘monstrualizar’ uma pessoa que é, felizmente, muito diferente. Fizeram um grande esforço para me prejudicar e conseguiram.

– Preocupa-se com a imagem que o público tem de si?

– Preocupo-me relativamente. Acima de tudo, preocupo-me com a minha filha e mulher, porque lhes devo respeito. Tudo isto foi muito bem reflectido, porque sabemos que vamos ficar sem privacidade nos próximos tempos.

– Receia que a família seja incomodada por causa do seu passado?

– Tenho um medo horrível. Bem, do meu passado não podem falar pior. A SIC já denegriu bastante a minha imagem.

– O que vai levar na bagagem?

– Além dos produtos de higiene pessoal e roupas práticas, vou levar dois livros. Vou acabar de ler o ‘Equador’, de Miguel Sousa Tavares, e depois vou pegar no ‘Código de Da Vinci’, de Dan Brown.

– Leva algum animal?

– Não, vão ficar em casa. Gosto muito deles, mas a Natacha, uma Yorkshire com 13 anos, já está velhota para estas andanças. A gata é completamente selvagem e o papagaio é muito malcriado.

– O trabalho na ‘Quinta’ assusta-o?

– Todos, porque estou com 62 anos, tenho uma hérnia e não posso fazer esforços. Vou apostar na juventude e aquilo que puder vou fazer, claro.

– Considera-se uma celebridade?

– Não, de todo. Considero o Leonardo da Vinci uma celebridade, o Gandhi... Eu não. Se formos celebridades somos efémeras e completamente banais. Se calhar até sou uma celebridade, infelizmente, e o passado é capaz de me vir pedir contas. É por isso que vou tentar, tanto quanto possível, reverter isso. Mas, uma coisa é certa, não vou tolerar jogadas ou ataques à minha pessoa, de forma nenhuma.

– Não gosta que o recordem como ‘Capitão Roby’?

– O ‘Capitão Roby’ está completamente morte e sepultado. Que repouse em paz. Já não tenho rigorosamente nada a ver com esse passado. Hoje vivo apenas para a minha mulher e para a minha filha. São 62 anos barrigudos com menos uma corda vocal. Fumava quatro maços e meio de cigarros por dia, deixei de fumar, perdi uma corda vocal e engordei 27 quilos.

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