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Correio da Manhã

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Nem sei se o final vai ser igual

Sheron Menezes, actriz que interpreta ‘Dagmar’ em ‘Belíssima’, novela que já terminou no Brasil mas em exibição na SIC, está em Portugal para participar no ‘Trio Eléctrico’, um Carnaval de Verão que decorre no nosso país desde sexta-feira. Depois de Porto e Braga, a actriz estará sábado e domingo em Lisboa e Portimão.
17 de Julho de 2006 às 00:00
Correio da Manhã – Esta é a sua primeira vinda a Portugal?
Sheron Menezes – Sim. A Portugal e à Europa.
– Do que já teve oportunidade de ver, o que gostou mais?
– Gostei muito do Porto porque me lembra Salvador. Aqui em Lisboa gosto muito da manutenção da antiguidade da cidade. Não derrubam o que é histórico para fazer moderno. Foi o que mais me impressionou.
– E o contacto com as pessoas? Tem sido muito reconhecida?
– Bastante. Dei muitos autógrafos e tirei muitas fotos. Mas eu gosto. As pessoas foram todas muito educadas e o contacto tem sido bem gostoso.
– A ‘Belíssima’ ainda está a passar aqui em Portugal. Pode contar-nos o que vai acontecer?
– Olha, eu nem sei se o final vai ser igual ao do Brasil... A ‘Belíssima’ acabou sexta-feira, comecei as minhas férias e não me preocupei com mais nada.
– Como foi o início da carreira televisiva na novela ‘Esperança’?
– Foi óptimo! É engraçado pensar que já passaram quatro anos e já fiz quatro novelas... Aprendi muita coisa em ‘Esperança’: onde ficava a câmara, onde era a luz, para onde olhar e para onde falar. E tudo isso resulta bem agora.
– O que mudou desde então?
– Amadureci como profissional. Já sei posicionar-me melhor, já sei valorizar-me, cuidar do colega, não cobrir a luz do colega...
– Em ‘Esperança’ rejuvenesceram, propositadamente, o papel da sua personagem. Isso aumentou a exigência?
– Não. Até me senti mais à-vontade. Ficaria mais pressionada se tivesse de interpretar uma personagem mais velha.
– A câmara nunca a incomodou?
– Não. Eu sou tímida quando tiro fotos, mas, em trabalho, fico super tranquila.
– Teve uma participação especial na série ‘Cidade dos Homens’...
– Isso foi óptimo! Era uma participação pequena, mas numa personagem importante para a história. E fazer algo com o Fernando Meirelles é sempre maravilhoso. Foi uma experiência bacana, até porque nunca tinha ido a um baile de favela.
– E como foi essa experiência?
– Aquele foi um pouco simulado, embora as pessoas presentes fossem da comunidade. Eu gosto de baile ‘funk’ e costumo ir. Só que o baile a que eu vou é feito no asfalto e não no morro. Quando voltar ao Brasil vou ao baile do morro.
– E vai sentir-se à-vontade?
– Com certeza. Não tem qualquer problema.
– Sente-se muito a violência no Brasil ou a imagem que passa é distorcida?
– Tem violência, mas eu acho que se vende mais o que não é agradável. Eu sou do sul do Brasil e a imagem que se passa do Rio no sul é completamente diferente daquela que eu vivo. Tem assalto e perigo como em qualquer outro lugar do mundo.
– As férias continuam em Portugal?
– Não. Depois vou a Espanha, Turquia e Estados Unidos.
– Por aqui chegaram ecos de um casamento...
– Eu quero casar, mas o meu namorado [Erol Cichowski] ainda não me pediu em casamento.
– O seu namorado é argumentista?
– É. Escreve para cinema e também trabalha com música digital.
– Gostava de fazer um filme escrito pelo seu namorado?
– Com certeza!
– Resultava?
– Claro que sim! Acho bom. A gente discute, mas são ideias.
PERFIL
A brasileira Sheron Mancilha Menezes nasceu a 26 de Novembro de 1983 na cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul. Começou por trabalhar, durante seis anos, como manequim, depois de, aos 13 anos, ter feito um curso e se ter inscrito numa agência de modelos. Pelo meio foi participando em alguns ‘workshops’ de teatro. A estreia televisiva ocorreu há quatro anos na novela ‘Esperança’. Seguiram-se ‘Celebridade’, em 2003 – ano em que teve a sua aparição na série ‘Cidade dos Homens’ – e ‘Como uma Onda’ em 2004. Após uma curta pausa no ecrã, regressou este ano em ‘Belíssima’. Para lá da televisão, Sheron tem experiência em teatro e cinema. ‘Nunca Pensei que Ia Ver Esse Dia’ foi a peça que, em 2003, a lançou nas lides teatrais, valendo-lhe, de imediato, o reconhecimento da crítica. Também em 2003 participou no filme ‘O Homem que Copiava’. O regresso ao cinema está marcado para o próximo ano com ‘Lugar Nenhum’, cuja narrativa se desenrola no sul do Brasil e onde Sheron encarnará ‘Maria’, o par romântico do protagonista interpretado por Eduardo Moscovis.
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