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Correio da Manhã

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Nova vida do media digital

Meios reforçam conteúdos pagos online seguindo a tendência mundial.
25 de Novembro de 2013 às 18:42
A tendência mundial é de cobrar pelo acesso online à informação
A tendência mundial é de cobrar pelo acesso online à informação FOTO: Vítor Mota

O Correio da Manhã foi o primeiro jornal a reforçar a aposta em conteúdos exclusivos para o papel, que para serem vistos online têm de ser pagos, acompanhando a tendência mundial. Depois, o ‘Público' apresentou uma nova ‘paywall', o ‘Expresso' anunciou uma edição diária digital na internet para 2014. No próximo ano, também a Media Capital (dona da TVI) deverá fechar mais conteúdos online.

A partir de 1 de novembro o CM reforçou os exclusivos pagos na internet. E em menos de um mês o saldo já é positivo. "Desde que aumentámos o número de conteúdos trancados, a receita da subscrição aumentou mais de 300%. Já começa a ser relevante. Este é o caminho para o futuro próximo", revela Octávio Ribeiro, diretor do Correio da Manhã, para quem a cobrança de conteúdos online impõe-se em "defesa do valor económico da notícia e do trabalho altamente
especializado dos conteúdos jornalísticos".

Rudolph Gruner, diretor da Media Capital Digital, sublinha que esta é a "tendência mundial para os meios subsistirem" revelando que a sua empresa já tem resultados "rentáveis". "Um dos conteúdos com maior sucesso é ‘Secret Story'. Na primeira edição tivemos 50 mil subscrições", diz. A empresa também vende online, em pacote, o acesso à emissão da TVI e da TVI 24. "As comunidades de emigrantes são os grandes adeptos", afirma.

Nos próximos anos, o crescimento da MC Digital vai passar pela cobrança "de conteúdos com potencial de sucesso".

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