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Correio da Manhã

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NOVAS VOZES NA ESCOLA DA FAMA

Os telespectadores vão poder escolher o décimo sexto aluno da ‘OT2’. Durante quatro meses, e com candidatos de grande nível vocal, a disputa pelo primeiro lugar promete ser renhida
27 de Setembro de 2003 às 00:00
“O nível de qualidade vai ser igual ou superior à primeira edição”, promete Nuno Santos, director-adjunto de programação da RTP1, referindo-se à segunda edição de ‘Operação Triunfo’ (OT), que arranca amanhã, com apresentação de Catarina Furtado.
Os telespectadores vão agora conhecer os vinte alunos seleccionados entre os sete mil candidatos que participaram nos ‘castings’ realizados por todo o País. Quinze são finalistas já apurados. Os restantes cinco vão a votos, e o que mostrar melhor performance será eleito o décimo sexto aluno da ‘OT2’. Depois, e durante quatro meses, estes 16 concorrentes vão tentar conquistar o sonho da fama e da glória.
A escola de música mantém-se na Venda do Pinheiro e continua a ser liderada por Maria João. O corpo docente mantém-se à excepção de Rui de Matos, que foi substituído pela cantora lírica Maria Vieira, e da entrada de um novo elemento, a terapeuta da fala Ana Isabel Ferreira. “A presença dela vai ajudar os alunos a desenvolver a voz e a expressão”, explica Nuno Santos.
Entusiasmada com o regresso aos ecrãs, Catarina Furtado afirma: “Aprendi mais durante a ‘OT’ do que nos últimos três ou quatro anos que estive na SIC. E o programa tem um lado pedagógico de que gosto muito”.
A propósito do sonho dos concorrentes, a apresentadora comenta: “Sou a primeira a dizer-lhes que se devem empenhar e acreditar no que estão a fazer, mas também que não devem criar grandes expectativas em relação ao futuro. Programas deste género são um ponto de partida. O resto depende do trabalho, do talento e da sorte de cada um. Se dois ou três deles conseguirem iniciar uma carreira, o saldo é bastante positivo”.
'SINTOME INJUSTIÇADA'
Tem 18 anos. Viajou do Porto até Lisboa para prestar provas, mas acabou por ser eliminada num dos últimos ‘castings’ da ‘Operação Triunfo 2’. Desenvolta, explica a razão que supõe ter contribuído para a sua exclusão: “Cantei um tema em português e outro em inglês. Pediram-me uma terceira canção, mas eu, um pouco nervosa, talvez não tenha escolhido o tema mais adequado.” Maria João estuda canto há cinco anos e música há seis. “E agora quero candidatar-se à Escola Superior de Música do Porto”, adianta. Aos fins-de-semana canta em baptizados, casamentos e aniversários. Reconhece que tem algum potencial. Por isso diz: “Sinto-me injustiçada. Mas percebi que a ‘OT’ procura gente com potencial ainda oculto para que este se vá revelando ao longo do programa, com a ajuda da escola. Se aparecerem alunos com talento já trabalhado, o programa corre o risco de perder protagonismo e ficar esvaziado de sentido”. Maria João explica porque razão, sabendo e gostando de cantar, não concorreu aos ’Ídolos’: “Não me vejo naquele formato, que procura um artista exclusivamente ‘pop’... mas muito ao estilo português.”
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