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Novos documentos revelam que Facebook mentiu sobre a data em que teve conhecimento da fuga de dados

Rede social é acusada de ter mentido sobre a data em que tomou conhecimento da fuga de dados para a Cambridge Analytica.
Duarte Faria 28 de Agosto de 2019 às 01:30
Facebook
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Mais de um ano depois de ter rebentado, o escândalo da fuga de dados do Facebook para a consultora britânica Cambridge Analytica continua a fazer correr muita tinta. Agora, novos documentos internos revelam que a rede social de Mark Zuckerberg mentiu ao afirmar perante as autoridades que só teve conhecimento da partilha não autorizada em dezembro de 2015.

As conversas internas revelam que os dados eram cedidos de forma abusiva à Cambridge Analytica desde setembro desse ano, e que o Facebook tinha conhecimento do que se passava, até porque foi bombardeado com várias queixas que alertavam para os perigos que a consultora representava.

No entanto, o Facebook desmente esta versão, tentando evitar um novo escândalo. "O Facebook não tinha conhecimento que [Aleksandr] Kogan vendia dados à Cambridge Analytica até dezembro de 2015. Isso é um facto que testemunhámos sob juramento, que descrevemos aos nossos reguladores e que hoje defendemos", disse o conselheiro da gigante tecnológica, Paul Grewal.

Recorde-se que a Cambridge Analytica terá utilizado os dados de 87 milhões de utilizadores da rede social para influenciar campanhas políticas em todo o Mundo.

Segundo o depoimento do Facebook à Comissão Europeia, terão sido lesados 2,7 milhões de europeus. Em Portugal, foram cedidos dados de mais de 63 mil perfis. O escândalo já custou à rede social multas nos EUA e Itália.
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