A cantora prepara o seu regresso à televisão.
É verdade que quer voltar à televisão?
Claro que sim, embora voltar à televisão não seja a minha prioridade. Em primeiro lugar está a música. A paixão por fazer televisão apareceu mais tarde, mas continua a ser algo que gosto muito de fazer. Há bem pouco tempo tive uma experiência muito interessante, ao apresentar o ‘Curto Circuito’, na SIC Radical. Diverti-me imenso e o feedback dos telespectadores foi surpreendente. Fiquei muito entusiasmada com o resultado. A equipa de produção também foi fantástica e deixou-me muito à-vontade.
O que gostaria de fazer?
Já tive muitos convites. Uns não tinham nada a ver comigo, outros chegaram quase a acontecer mas nunca seguiram para a frente por falta de verbas dos canais. Mas gostava imenso de fazer um programa jovem, em que se discutissem temas actuais e que tivesse muita música à mistura. Quem sabe se não está para breve?...
Isso significa que está a trabalhar nesse projecto?
Mesmo não sendo uma prioridade, não quer dizer que não esteja a trabalhar no meu regresso à TV.
Em que canal se sentiria bem e com qual é que tem havido uma maior aproximação?
Como cantora sempre fui bem recebida em todos os canais. Existe um grande respeito mútuo sempre que visito uma estação de televisão, para promover a minha música e os meus espectáculos. Como apresentadora, não tenho razão para não vestir a camisola do canal para o qual possa estar a trabalhar. Sou sempre muito profissional.
Gostava de apresentar o ‘Curto Circuito’?
A experiência foi fantástica. Adoro o programa, mas acho que está muito bem entregue. São todos óptimos profissionais. Mas como se gerou uma química muito boa, voltarei em breve para matarmos saudades uns dos outros.
Se regressar à TV com um novo programa para crianças, a Luciana Abreu será uma concorrente de peso.
Não me preocupa o trabalho dos outros. Dou muita importância e valor a tudo aquilo que eu faço. Apenas penso em dar o melhor ao meu público.
Gostava de apresentar um programa com ela?
E por que não ela apresentar um programa comigo?
O seu nome sempre foi dos mais procurado na internet. Contudo, no primeiro trimestre de 2008, a Luciana Abreu passou-lhe à frente. Acha que ela é parecida consigo?
Fiquei em primeiro lugar em 2006 e 2007. Segundo o último estudo estou em quinto na tabela dos artistas mais procurados. Só tenho a agradecer aos meus fãs por continuarem neste terceiro ano consecutivo com muito interesse no meu trabalho. Se alguém disser que ela [Luciana Abreu] tem semelhanças comigo então é um plágio! (risos). Não me considero igual a ninguém. Gosto de ser original e genuína.
Quem considera o melhor apresentador de televisão actualmente?
Temos óptimos profissionais, sejam aqueles que já são considerados ‘dinossauros’ da televisão (com carinho, ok?), sejam aquelas caras novas que estão a aparecer e a mostrar que a TV em Portugal está actualizada e a evoluir.
E o melhor programa qual é?
Ainda está para vir!
Sente falta do mundo televisivo?
Não me sinto afastada da televisão visto que vou com alguma frequência a programas, seja para promover o meu novo CD, ou como convidada. Talvez por isso não possa dizer que sinto saudades. Apenas não estou com um programa meu.
Olhando para trás, do que sente mais saudades?
Não sinto saudades de nada. Sinto muito orgulho por ter marcado uma geração com um programa infantil que, até hoje, continua a ser falado. Por isso, só posso sentir muito orgulho pelo êxito que alcancei juntamente com uma equipa fantástica e, principalmente, com o apoio incondicional de todas as crianças portuguesas. Continuo a dizer que foi o programa com mais êxito até hoje. As audiências assim o indicam.
O que lhe dizem as pessoas quando a abordam na rua? Ainda falam do ‘Buereré’?
As pessoas que me abordam são fantásticas e têm saudades de ver um programa conduzido por mim. Não sou eu que o digo, são elas. E ainda falam imenso do ‘Buereré’, principalmente aqueles que têm a minha idade e outros mais novos. E consegui ter ainda mais certeza dessa saudade pela audiência que o ‘Curto Circuito’ teve quando lá estive, segundo os dados fornecidos pela produção.
Mudando de assunto, pensa fazer mais alguma tatuagem?
Sim.
Onde?
Algures...
Quantas é que já tem?
Deixei de contá-las. Faço as tatuagens com sentimento e não a ‘metro’.
Como nasceu essa paixão por tatuar o corpo?
Fiz a minha primeira tatuagem aos 14 anos. Foi uma paixão que nasceu muito cedo, nada tem que ver com o estar na moda. É uma maneira de estar na vida, é algo que considero uma arte e que gosto de ter pelo seu grande significado.
Diz que marcou uma geração. Isso não poderá levar a que os mais novos sintam vontade de fazer tatuagens iguais às suas?
Tenho a noção de que sou uma referência para muitos jovens e não só. Mas mesmo os mais novos que assistiam ao ‘Buereré’ já tem pelo menos mais 10 anos, o que quer dizer que já não são crianças. Certamente já sabem o que querem fazer. Por ter apresentado um programa infantil, não poderia ter mudado de imagem? É óbvio que sim, caso contrário não teria evoluído e acompanhado a minha geração. Sou jovem e não quero ter uma imagem mais velha. Além disso, as tatuagens não são sinónimo de hipocrisia, cinismo ou inveja.
DE APRESENTADORA A CANTORA
PAI É UMA REFERÊNCIA
Prestes a completar 29 anos (6 de Agosto), Ana Malhoa tem no pai, José Malhoa, uma referência. 'Fiz questão de o ter como convidado especial no novo CD, num tema muito sentimental', confessa. José Malhoa, segundo a filha, 'faz questão de ajudar, aconselhar e criticar', e dada a cumplicidade entre ambos, a ex-apresentadora não esconde:'Acarreto os conselhos, visto ser um grande profissional da música e, além do mais, por ser meu pai e pelo respeito que tenho por ele'. A jovem começou a cantar aos seis anos e aos oito já tinha um programa na televisão chamado ‘O Grande Pagode’.
BUERERÉ E MACACO HADRIANO MARCARAM UMA GERAÇÃO
ÍDOLO DOS MAIS NOVOS
Ana Malhoa começou cedo na Televisão. Mas só aos 15 anos alcançou o seu maior sucesso. ‘Buereré’, programa para crianças, ia para o ar aos sábados e domingos na SIC. O Macaco Hadriano era um dos grandes atractivos do formato. Ana Malhoa, olhando para trás, considera que marcou uma geração e ainda hoje as pessoas a abordam por causa do programa.
EM CONSTANTE MUDANÇA
VISUAL SEMPRE ARROJADO
A imagem de Ana Malhoa não pára de mudar. A esse propósito, a cantora sublinha: 'Todas as mudanças na minha vida são por necessidade pessoal e por respeito ao público'. Ana Malhoa já foi loira, morena, de cabelos lisos e outras vezes cacheados. Porém, há uma característica que se mantém inalterada. A antiga apresentadora de ‘Buereré’ (já exibido na SIC) consegue sempre passar uma imagem pretensamente arrojada e sensual. E lembra:'Não sou marioneta de uma sociedade'.
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