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Correio da Manhã

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O general Telmo

O melhor militar do quartel da Tapada do Mouco foi promovido a general. Falamos, claro está, de Telmo, que passou ontem à disponibilidade com 25 mil euros no bolso, o montante atribuído ao vencedor da ‘1.ª Companhia’.
7 de Novembro de 2005 às 00:00
Telmo celebra vitória com José Pedro Vasconcelos e a segunda classificada, Diana Chaves
Telmo celebra vitória com José Pedro Vasconcelos e a segunda classificada, Diana Chaves FOTO: Manuel Moreira
“Afinal, os militares merecem algum respeito”, afirmou Telmo depois de um abraço demorado e um beijo prolongado à mulher, Célia, e de saber que congregara 50% dos votos. Quanto ao destino do prémio, o recruta, que confessou não estar à espera de vencer, meteu-se na trincheira: “A família está primeiro, depois é que penso no dinheiro”.
O empresário, repetente neste tipo de concursos promovidos pela TVI, deixou atrás de si Diana Chaves e Valentina Torres. Telmo, o único concorrente com experiência na verdadeira vida militar – foi pára-quedista –, numa análise rigorosa ao desempenho de cada recruta, acabou por se impor com naturalidade, face à maior disponibilidade física e mental, factores preponderantes no concurso, aliando, ainda, um forte carácter e um substantivo espírito de entreajuda, bem patentes, sublinhe-se, desde que assentou praça na Serra de Sintra. A votação, aliás, é inequívoca: 50% para Telmo e a outra metade repartida por Diana (22%), Valentina (21%) e Vânia (7%), segundo a produtora Endemol.
PERFIL
Telmo Ferreira, 29 anos, empresário da construção metálica de alumínio, na zona de Leiria, participou na primeira edição do ‘Big Brother’, onde conheceu a mulher, Célia. Desta união nasceu Alexandre, agora com pouco mais de um ano. Aos 18 anos ingressou nos pára-quedistas como voluntário. A morte do pai levou-o a desistir de uma carreira militar ao fim de três anos para assumir os negócios da família.
"PARABÉNS. MERECEU" (Célia, Mulher)
“Mereceu. O programa era a cara dele. Estou muito feliz. Agora, só quero fugir daqui com ele. Foram sete longas semanas... Estou cheia de saudades. Não tenho palavras para descrever o que sinto, apesar de sempre ter apostado na vitória.”
O MELHOR
Este foi um programa feito à medida de Telmo, que disse, várias vezes, amar a vida militar. Foi um dos recrutas mais entusiastas e desempenhou com superior qualidade todas as missões que lhe destinaram. Isso mesmo foi referenciado pelo comandante Moutinho bastantes vezes. Manteve-se à parte dos conflitos. Apenas Castelo Branco o conseguiu tirar do sério.
O PIOR
Na primeira semana, teve, tão-só, a preocupação de ser um militar a sério, de tal forma que até chegou a irritar-se com a própria ‘performance’, esquecendo-se, claro, de que estava num programa de entretenimento. Sem nunca descurar a componente militar, acabou por ‘aderir’ ao jogo. Ficou bastante abalado com a expulsão de Alexandre Frota.
A BOCA TORTA E O INSTRUTOR
Diana foi escolhida para dar a voz de Comando na gala de ontem à noite. A jovem aproveitou a instrução para tirar algumas dúvidas e brincar com o instrutor Martins: “Não sei se já percebeu, mas já não me estou a guiar por si. O instrutor não me ‘curte’, diz que eu tenho a boca torta. Resolvi mudar o meu... em vez de ‘iiirme’ ....dizer ‘firme up’. Fiquei ofendida, deu beijos a toda a gente menos a mim!”.
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