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Correio da Manhã

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O importante é sair de cabeça erguida

O concurso que foi uma das grandes apostas da SIC da temporada, ‘Ídolos’, chega amanhã ao fim. Na derradeira gala o público vai ficar a conhecer a nova estrela da música pop portuguesa. Raquel, para surpresa do júri, conseguiu o passaporte para a grande final do concurso. Adora música soul e garantiu que “vai dar tudo por tudo” para vencer.
13 de Janeiro de 2005 às 00:00
Correio da Manhã – Conseguiu chegar à grande final, apesar do júri sempre ter afirmado que seria muito difícil ver uma mulher a disputar a vitória. Como está a saborear o facto de, pelo menos, já ter garantido o segundo lugar?
– Felizmente veio a provar-se que o júri estava errado. Caso contrário, já teria sido expulsa há três semanas. Mas as mulheres estão em força e provaram que são capazes de acreditar nelas. Só por ter sido a primeira finalista feminina já me sinto vitoriosa e acho que todas as mulheres deveriam sentir-se assim.
Apesar disso, acredita que está em pé de igualdade com Sérgio?
– Acho que tenho tantas hipóteses de vencer quanto ele. Mas caso ele ganhe, é uma vitória muito merecida. É uma grande honra e responsabilidade disputar uma final com o Sérgio. É um excelente cantor, uma grande pessoa e, sobretudo, é muito trabalhador. Além disso, se ficar em segundo lugar vou sentir-me também vencedora. O importante é sair de cabeça erguida e sentir que o público vai continuar a apoiar-me.
Esta semana tem sido particularmente trabalhosa...
– Muito. É uma semana de grande responsabilidade. Estou muito orgulhosa por ter chegado à final, mas sei que na próxima gala vou ter de estar a 200 por cento. Vou dar tudo por tudo.
Esta não é a primeira vez que tenta singrar no mundo da música através da televisão. O que correu mal nos anteriores programas em que participou?
– Sou muito lutadora e, desde que me lembro de ser gente, sempre quis mostrar que a minha verdadeira vocação era cantar. Participei em programas que me abriram algumas portas mas fecharam-me outras. Talvez porque nessa altura desconhecia o que se passava no mercado musical português. Agora, é diferente. Tenho os pés bem assentes na terra. Sei que é difícil singrar, porque o mercado está saturado, mas também sei que o País precisa de novas caras.
Se tiver a oportunidade de gravar um álbum, qual será o género musical escolhido?
– Talvez ingresse pela área da Soul / R & B, algo do género Alicia Keys, Christina Aguilera, porque é nesse tipo de repertório que me sinto em casa. Além disso, é um tipo de repertório que ainda não foi muito explorado em Portugal.
Já teve alguma proposta?
– Talvez. Mas não vou adiantar nada.
Qual o balanço que faz da sua passagem no ‘Ídolos’?
– Tem sido uma experiência muito positiva. Ser a segunda classificada entre mais de 7000 candidatos é uma grande vitória, sobretudo porque o meu objectivo era apenas ficar entre os dez finalistas. A parte mais difícil tem sido dizer ‘adeus’ aos colegas que abandonam o concurso.
PERFIL
Vive em Elvas, cidade onde nasceu há 19 anos. É do signo Escorpião e frequenta o primeiro ano do curso de Fisioterapia. Há cerca de dois anos venceu o concurso ‘Eu Vou Ser uma Estrela’, promovido pelo ‘SIC 10 Horas’.
Na última grande gala vai interpretar ‘Simply the Best’, de Tina Tuner, ‘Jura’, de Rui Veloso, e ‘How Could An Angel Break My Heart’, de Toni Braxton.
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