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Correio da Manhã

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O JÚRI É HONESTO

Em Londres, onde viveu durante largos anos, Aurora Pereira sonhou pôr à prova o seu talento perante os exigentes requisitos do programa “Ídolos”. Mas só quando há cerca de ano se mudou de “armas e bagagens” para Portugal é que o sonho se tornou realidade.
22 de Setembro de 2003 às 00:00
Verdadeira cidadã do Mundo, Aurora nasceu em Angola, há 21 anos, e após a experiência britânica rumou a Portugal. Reside no Cacém, é esteticista de profissão, mas o seu verdadeiro sonho é tornar-se numa “diva” da canção.
O contacto com a versão britânica do programa, porém, deu-lhe um “calo” adicional: “Até acho o júri português ‘bonzinho’. Haviam de ver os ingleses...”, afirmou ao CM, acrescentando que não chegou a participar no programa inglês por causa do “factor linguístico”.
“O júri é apenas honesto. Diz aquilo que tem a dizer e nada mais”, garante a candidata “sem medo”. Talvez por pensar desta forma, Aurora não tremeu “dos pés à cabeça” quando confrontada com o temível júri português. “Estive sempre calma nos ‘castings’”, confessou, revelando uma segurança admirável, especialmente tendo em conta que a jovem candidata nunca frequentou aulas de canto nem teve qualquer experiência profissional na área.
Na hora do veredicto, após interpretar o tema “Why oh Why”, de Celine Dion, Aurora só escutou comentários elogiosos: “Disseram-me que gostaram muito da minha aparência e que tinha boa voz. Um deles até afirmou mesmo que eu era uma das suas preferidas. Apenas me lembraram que eu teria de trabalhar ainda mais”, recordou.
É com muito afinco que Aurora está a seguir o conselho do júri, e todos os dias preenche quase todo o tempo livre a ensaiar os temas que irá apresentar na próxima fase: “I Say a Little Prayer”, da diva da soul/gospel Aretha Franklin, e, num registo mais actual de R & B, a versão dos Fugees, “Killing Me Softly”.
O tão apregoado “factor X” - aquilo que os ídolos devem ter - também não é segredo para a candidata: “Querem pessoas com boa voz e aparência, mas também originalidade, humildade, flexibilidade e capacidade de adaptação”, garantiu, reconhecendo que a próxima fase do programa será muito mais difícil. “Os candidatos apurados no Tivoli são mesmo muito bons e o nível de exigência aumenta”, revelou.
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