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Correio da Manhã

Tv Media

O MESTRE DO MICROFONE

Larry King dispensa apresentações. Os seus pares, no competitivo mundo da televisão norte-americana, consideram-no o mestre da entrevista. Ao longo de mais de quatro décadas, o jornalista provou ser merecedor do título.
18 de Setembro de 2004 às 00:00
Ao longo de 47 anos de carreira, Larry King entrevistou mais de 40 mil pessoas, entre elas todos os presidentes dos EUA desde Gerald Ford. Um dos mais experientes jornalistas televisivos do mundo, King já foi apelidado de ‘mestre do microfone’ e ‘Muhammad Ali da entrevista’. Pelo programa ‘Larry King Live’, que apresenta na CNN desde 1985, passaram personalidades como Tony Blair, Mikhail Gorbachev, Eleanor Roosevelt, Frank Sinatra, Marlon Brando e Bette Davis, entre muitos outros.
King destaca-se por conduzir de forma igualmente eficaz entrevistas a celebridades, debates políticos e discussões sobre temas da actualidade. Aos 70 anos, o jornalista, nascido no bairro de Brooklyn, em Nova Iorque, conta no seu currículo com um Emmy de Melhor Entrevistador, uma estrela no Passeio da Fama de Hollywood e múltiplos galardões e distinções atribuídas a profissionais de televisão.
Estabeleceu ainda o recorde histórico de audiências da CNN, mais de 16 milhões de espectadores, com o debate que moderou entre Al Gore e Ross Perot, em 1993. Antes de alcançar o prestígio internacional, Larry King chegou a trabalhar como empregado de limpeza numa rádio de Miami, a WAHR, no princípio dos anos 50. Porém, quando um dos animadores se demitiu, conseguiu convencer os responsáveis da estação a conceder-lhe uma oportunidade como ‘disc jockey’ e apresentador de pequenos noticiários.
Três anos depois, já na rádio WIOD, também em Miami, King foi encarregue da apresentação de um programa matinal. O sucesso deste espaço, dedicado a entrevistas de rua, granjeou-lhe um convite para o Channel 10, onde deu a cara ao programa ‘Miami Undercover’, como moderador de debates.
Depois de ter triunfado no pequeno ecrã, King passou a receber convites para pequenas aparições no cinema, interpretando-se a si próprio. O jornalista já surgiu em mais de 20 películas, entre elas ‘O Par do Ano’ (2002), ‘Bulworth – Candidato em Perigo’ (1998), ‘Escândalos do Candidato’ (1998), ‘Cidade Louca’ (1997) e ‘Contacto’ (1997).
ACIDENTE DE PERCURSO
Em 1971 a vida de Larry King deu uma grande reviravolta, quando foi detido pela polícia por furto. A acusação partiu de Louis Wolfson, um corretor da bolsa de Nova Iorque que fora condenado a uma pena de prisão por venda ilegal de acções. King, na altura um profissional de rádio em Miami, prometeu a Wolfson convencer o promotor público, John Mithchell, a investigar o seu caso e, eventualmente, conseguir a sua libertação.
Wolfson pagou a King cerca de 45 mil euros para financiar a investigação, mas o jornalista não conseguiu ajudar o corretor, nem lhe devolveu o dinheiro. King acabou por não ser condenado, mas passou três anos afastado dos microfones da rádio. Durante esse período trabalhou como relações públicas e escreveu alguns artigos para a revista ‘Esquire’.
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