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Correio da Manhã

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O professor foi forcado

Um amigo com que todos podem contar, extrovertido, brincalhão, um bon vivant do tipo porta-te mal, mas com classe. É assim que Daniel Nogueira, ou se preferirem o ‘mestre Torero’, é visto pelos seus amigos João Malta (‘Giló’), Hélder Correia (‘Felgas’) e Nuno Nóbrega (‘Chikilin’).
18 de Março de 2007 às 00:00
O professor foi forcado
O professor foi forcado FOTO: d.r.
No grupo todos têm uma alcunha e é assim que se tratam e são conhecidos. Falar do Daniel, para eles é destacar as suas virtudes, sem esquecer a de destemido, que lhe valeu o apelido de ‘Torero’, precisamente por ter integrado os amadores do Grupo de Forcados da Chamusca.
Quanto a histórias caricatas, admitem, entre risos, que “há muitas, mas… não se pode contar”, o que deixa antever a faceta de malandreco deste jovem de 25 anos, natural de Almeirim mas que adoptou Castelo Branco como a sua cidade.
Daniel Nogueira escolheu a cidade para residir quando entrou no Instituto Politécnico de Castelo Branco, onde se licenciou na Escola Superior de Educação, como professor de Matemática e Ciências da Natureza. Apesar do curso, tem de ganhar a vida a dar explicações. E continua a estudar. Frequenta a licenciatura de Informática para a Saúde, na Escola Superior de Tecnologia do IPCB.
A entrada no programa da TVI surpreendeu um pouco os colegas e até mesmo o próprio Daniel, que quando respondeu via SMS ao desafio televisivo que apelava à participação de pessoas com um QI acima da média pensava tratar-se de “um concurso de cultura geral”.
Ao ser chamado para fazer um casting “é que ele percebeu do que se tratava”, recordam os amigos. Fazendo jus ao seu espírito aberto a novos desafios, aceitou participar e ir até onde puder.
“O Daniel tem um grande potencial, é uma pessoa muito inteligente e de trato fácil, com grande facilidade em fazer amizades, pelo que, se lhe derem tempo, pode tornar-se num concorrente muito engraçado no programa, até porque é muito dinâmico, não consegue estar parado”, consideram os amigos, referindo também que, “fisicamente, é muito ágil, pelo que também não será difícil adaptar-se aos treinos que lhes são propostos. Como é professor, também tem facilidade em ensinar a sua parceira”.
Este grupo de amigos de Castelo Branco, com o apoio de Celeste Gonçalves, do Bar Rubro, promoverá todas as quartas-feiras uma festa de apoio ao Daniel, onde se incluem os amigos do Café Com Leite, dois bares que frequenta e onde costuma “dar uma mãozinha”.
Os apoiantes do Daniel , que acreditam que ele pode chegar ao fim do programa, criticaram a pontuação que Marisa Cruz lhe atribuiu (dez pontos). “Talvez entenda que para se ser inteligente se tenha de usar óculos de fundo de garrafa e ter borbulhas na cara”, dizem.
CONFUSÃO COM NUNO
Os ânimos aqueceram ontem à tarde, depois de Nuno Gonçalves ter dito que não imaginava as ‘belas’ a trabalhar durante o dia. As concorrentes mostraram-se indignadas e até Gil Nicolau protestou. “Pensa antes de falares”, afirmou o concorrente de Mação.
QUERIA CONHECER PARIS HILTON
O lado mais matreiro do candidato residente em Castelo Branco revelou-se quando disse que gostava de conhecer Paris Hilton “para testemunhar a estupidez da celebridade”. Tendo em conta o lado mais escultural da socialite, os amigos não acreditam que o desejo de Daniel em conhecer a loira seja apenas para confirmar se ela tem carências ao nível intelectual.
O temperamento do concorrente oscila “entre a bravura e a timidez”, mas no que toca ao sexo oposto parece prevalecer mais a timidez. Por norma, sente um aperto no coração quando precisa de dar o primeiro passo para meter conversa com as raparigas. Pode valer-lhe, neste caso, a determinação e a paciência, dois dos pontos fortes que destaca na sua personalidade.
VITORIANO POR INFLUÊNCIA
Natural do Ribatejo e residente na Beira Baixa, Daniel Nogueira assumiu a sua preferência clubística pelo Vitória de Guimarães, o que levou a uma troca de galhardetes entre ele e Iva Domingues, adepta do concorrente mais directo dos vimaranenses, o Sp. Braga, na gala inaugural do concurso.
O Daniel, diz quem o conhece, nem é muito dado ao futebol, mas o facto de o amigo Rui – com quem estudou e viveu em Castelo Branco – ser de Guimarães e adepto do Vitória e de o ter levado a assistir a um jogo despertou no ‘mestre’ alguma simpatia pelo clube da cidade berço.
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