Presença em bares, discotecas, programas de televisão. Lançamento de discos e convites para representar. São muitas as solicitações aos ex-participantes do reality show
Quem abandona a ‘Casa dos Segredos’ não tem mãos a medir para responder às solicitações. São os candidatos a agentes, os pedidos de entrevistas, fotografias, convites para aparecer em discotecas, bares, centros comerciais, desfiles de Natal ou Carnaval, patrocínios de marcas de roupa, entre muitos outros. Um aliciante para os seguranças, estudantes, pasteleiros, advogados ou psicólogos que entraram no reality show.
João F., namorado de Sónia, professora desempregada, trabalhava como segurança numa instituição bancária, emprego que trocou pela ‘Casa dos Segredos’, onde esteve um mês. No dia seguinte a ser expulso, a 16 de Outubro, estava a ser contactado por várias pessoas que se ofereciam para ser seu agente. Contratado o agente, a quem paga 20% do que ganha, João F. vende a sua presença em discotecas de todo o País. "Coimbra, Valença, Algarve. E já tenho convites para os Açores e para a Madeira", revela o ex-concorrente. Sobre os cachets, adianta: "Recebo 400 a 500 euros por uma presença de duas horas numa discoteca. É trabalho bem pago! Dinheiro fácil de ganhar", reconhece.
Sónia, a namorada, também recebe alguns convites. Mas, conta João F., que ele "é mais requisitado". E explica porquê: "Dizem que tenho boa imagem e altura". Além das presenças em espaços de diversão nocturna, o ex-concorrente tem recebido convites para a área da moda: "Tenho propostas para desfilar e fazer sessões fotográficas para publicidade, sobretudo em fato de banho". João F. relembra que já tinha trabalhado no mundo da moda durante três anos. "Desisti porque era preciso uma dedicação a tempo inteiro", conclui.
Teresa, a sexta concorrente a ser expulsa do reality show, é estudante e trabalhava às quintas-feiras, sextas e sábados para pagar os livros e as propinas. Depois de sair da ‘Casa’ contratou um agente, "surgiram vários a querer trabalhar comigo", e hoje marca presença em espaços nocturnos. "Também têm aparecido trabalhos de produção na área da moda", conta. Teresa não fala de valores, mas reconhece que ganha agora "muito mais" trabalhando apenas às sextas-feiras e sábados. "Ganhava num mês o equivalente ao que ganho agora com uma ou duas presenças", revela.
Proprietário de um salão de cabeleiro, Carlos vive num corropio entre o Porto, de onde é oriundo, e Lisboa desde que saiu da ‘Casa dos Segredos’. "Sou patrocinado por uma marca de roupa, que represento. E faço presenças em bares, discotecas, shoppings, lojas, desfiles de rua com o Pai Natal, estive no magusto da TVI e já tenho umas presenças marcadas para os Açores", conta Carlos. "Num dia a trabalhar no meu salão ganho menos do que com uma presença numa discoteca", revela. O ex-concorrente percebeu o impacto do reality show da TVI logo quando voltou a pisar o espaço público: "As pessoas vinham ter comigo, sabiam o meu nome, falavam na minha mãe, conversavam comigo como se me conhecessem há anos... Foi muito estranho. Queriam saber tudo sobre a minha vida, onde vivia, o que comia, onde ia... Estou a tentar voltar à realdade!". Apesar da popularidade, o cabeleireiro sabe que "amanhã, o Carlos não será conhecido". "Nunca deixarei o meu negócio porque não sou o Brad Pitt nem o Cristiano Ronaldo. A popularidade é uma fase", conclui.
Cleide, a advogada estagiária expulsa a 13 de Novembro, mudou de vida com a passagem pela ‘Casa dos Segredos’. A jovem de 23 anos, que estava na segunda fase do estágio da Ordem dos Advogados, quer fazer uma pausa para se lançar na moda e concretizar o seu "sonho". "Estou à espera de propostas para fazer passerelle e fotografia de publicidade". Entretanto, desdobra-se entre entrevistas, fotografias para revistas e presenças em espaços de diversão nocturna. Sobre cachets, limita-se a dizer: "Sou bem paga". Um dos exemplos são os cartazes espalhados por Sernancelhe, Viseu, que anunciam a presença de Cleide num bar da zona.
Ricardo, expulso no último domingo, pasteleiro desempregado, revelou que participou na ‘Casa dos Segredos’ com um objectivo: "Abrir portas no campo musical. Tenho um estúdio em casa e já tive uma banda. A minha namorada, Ariana, canta muito bem". E, no dia seguinte à expulsão, já actuavam perante o público de ‘Você na TV!’, o programa das manhãs da TVI.
Na primeira edição de ‘Casa dos Segredos’, António, o vencedor, foi o primeiro a lucrar. O pastor de Baião arrecadou o prémio de 50 mil euros. No Carnaval, foi das figuras mais solicitadas para os corsos e teve a agenda cheia. Depois lançou um disco que promoveu na Suíça e no Luxemburgo. "Foi um sucesso. Estou a fazer bom dinheiro", revelou, na altura, ao CM. Agora, António tem outro sonho, construir uma fábrica para confeccionar o seu próprio fumeiro. Para o concretizar cobra por presenças, entrevistas e fotos. Outra ex-concorrente, Vera, ganhou popularidade e entrou mesmo em ‘Perdidos na Tribo’ (TVI).
Em 2000, Marta Cardoso era uma desconhecida quando entrou no ‘Big Brother’. Tinha 23 anos, estudava Comunicação Social e trabalhava num bar. Onze anos depois, é comentadora de TV e formadora de talentos na área da televisão. Foi outra das concorrentes de ‘Perdidos na Tribo’. "Nunca deixei de me sentir um produto do ‘BB’, mas isso não é pejorativo. Foi uma coisa que quis muito e que me trouxe coisas muito positivas, não me importo de ser considerada um produto do ‘BB’ por mais 20 anos", disse em 2010 quando lançou um livro sobre a sua experiência no reality show.
Da ascensão mediática à solidão
Em 2000, Zé Maria venceu o ‘Big Brother’ e ganhou cem mil euros e um carro. Participou em ‘Mulheres de A a Z’ (TVI) e abriu um restaurante. Em 2004 sofreu uma crise nervosa, passeou-se nu por Lisboa, tentou o suicídio e foi internado. Em 2008 regressou ao ecrã (SIC) com ‘As Receitas do Zé Maria’. Sem dinheiro, vendeu o apartamento que tinha e regressou a Barrancos, onde trabalha como cabeleireiro.
O ex-‘Peso Pesado’ solidário
Filipe, como ficou conhecido, despertou para um novo modo de vida depois da participação na 1.ª edição de ‘Peso Pesado’, na SIC. Criou o Movimento Contra a Obesidade para promover o aconselhamento nutricional, a prática de exercício e uma alimentação saudável. Filipe perdeu 70,5 quilos, o que lhe garantiu 25 mil euros de prémio.
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