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Correio da Manhã

Tv Media
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OPERAÇÃO CLONAGEM

Os dados estão lançados e a ‘guerra’ promete ser renhida. De um lado está a RTP com ‘Operação Triunfo’ e, do outro, a TVI com ‘Academia dos Famosos’. Apesar de José Eduardo Moniz ter acusado a concorrência de ‘clonar’ alguns programas da estação, ele também não está inocente.
21 de Janeiro de 2003 às 00:19
E terá até escolhido o dia 9 de Fevereiro para arrancar com o seu trunfo de contraprogramação, a data que em silêncio há muito se sussurava na RTP para dar início à ‘Operação Triunfo’. A reacção já está a ser preparada.

OPERAÇÃO TRIUNFO

A selecção final dos participantes para o grande trunfo da RTP acontece já nos próximos dias e a tarefa vai ser difícil. Isto porque a produtora do programa, a Gestmusic, tem de escolher entre 165 "estrelas" para daí retirar os 16 concorrentes.

“Operação Triunfo” marca o regresso de Catarina Furtado à estação pública, após a sua saída da SIC. A apresentadora assume o comando do concurso. Luís Represas foi convidado para director da escola, mas terá recusado. O cantor nada revela, remetendo para a RTP1 qualquer anúncio. Também Sérgio Godinho foi um dos nomes avançados para este cargo, mas a voz de “Noite Passada” refere que “nem sequer” foi contactado.

Dezasseis jovens vão tentar a sua sorte durante 14 semanas. Desconhece-se ainda qual o prémio atribuído aos três finalistas, apenas se sabe que terão direito à gravação de um CD.

Na mesma casa do “Big Brother”, na Venda do Pinheiro (que está a sofrer obras de remodelação, situa-se a escola da RTP, onde os “alunos” viverão lado a lado com seis professores – dois de canto, dois de música, um de dança e um de educação física –, cujos nomes ainda não são conhecidos. Haverá ainda um acompanhamento psicológico e médico. Nas primeiras galas, não há expulsões e depois sai um concorrente por semana. Quatro alunos são nomeados e, no directo, três são poupados pelos professores, pelos colegas e pelo público. Será expulso aquele que não reunir o consenso. Não haverá câmaras em alguns locais, ao contrário do “BB”. Quartos e casas-de-banho são “zonas não vigiadas”.

ACADEMIA DOS FAMOSOS

Com estreia marcada para o dia 9 de Fevereiro, “Academia dos Famosos” é, segundo o “spot” que a TVI está a emitir, “uma estreia mundial”. A verdade é que se trata da versão VIP de “Academia de Estrelas” – exibida entre Abril e Junho de 2002 –, que se revelou um fiasco de audiências.

Agora, a estação volta a pegar no mesmo formato, com chancela da Endemol, e coloca artistas bem conhecidos do grande público a competir entre si. E, de cada vez que subirem ao palco, recebem mil euros (cerca de 200 mil escudos). A duração do programa ainda está no segredo dos deuses, podendo ir de dois a quatro meses, conforme a aceitação do público e, claro está, as audiências da “Operação Triunfo”.

Este programa da RTP veio atrapalhar a Endemol que vê as suas instalações ocupadas pela academia do canal estatal e, que por essa razão, se viu obrigada a alugar os estúdios Barroca d’Alva, no Porto Alto – onde se grava a série “Malucos do Riso” – para as galas semanais da “Academia dos Famosos”. Esta nova academia da TVI difere em alguns pontos da anterior edição. O facto de os artistas não ficarem em “regime de internato” parece ter sido o ponto mais aliciante para entrarem no jogo. Porém, as estrelas vão ter de dividir o seu dia-a-dia com as câmaras que prometem segui-los para todo o lado (género “Masterplan”).

Em cada gala semanal, os artistas sobem ao palco para darem voz a dois temas, um original e um “cover”, uma situação que muitos não vêem com bons olhos.

Se, por um lado, têm oportunidade de mostrarem os seus trabalhos, por outro, podem “meter os pés pelas mãos” e entrarem em áreas que não estão muito à-vontade. Porque ser cantor de rock não é o mesmo que dar voz a um fado. Aqui, a versatilidade parece ser a palavra de ordem. Desta vez, Teresa Guilherme não vai ser a anfitriã do programa, isto porque, no contrato que tem com a produtora holandesa, a apresentadora não trabalha aos domingos, salvo raras excepções como aconteceu com alguns especiais do “Big Brother”. No seu lugar, aparecerá Pedro Miguel Ramos, embora se tenha falado também em Paulo Pires e Manuel Luís Goucha (que está sem tempo).


PEDRO MIGUEL RAMOS APRESENTA. PILAR MICO E EXCESSO SÃO ESTRELAS

No dia 9 de Fevereiro, uma série de artistas conhecidos do grande público vão dar o mote para a "Academia dos Famosos", cuja apresentação deverá ficar a cargo de Pedro Miguel Ramos. O profissional nada diz, apenas nos remete para a TVI. “Qualquer decisão será anunciada por eles”, diz. (Paulo Pires e Manuel Luís Goucha também foram considerados).

Confirmados para a abrilhantar o programa estão os nomes de Pilar Homem de Melo, Mico da Câmara Pereira e os Excesso. Entre os que poderão engrossar esta lista estão praticamente certos Wanda Stuart, Rui Bandeira, Pedro Miguéis ("ainda faltam acertar alguns aspectos contratuais", revelou), Mónica Sintra, Micaela (que se encontra no Brasil), Romana (as negociações ainda estão em curso), Catarina Cabral (do “Big Brother 3”), Cláudia, dos Hexa, Tucha, João Portugal e o actor/cantor Nuno Aramac (o Bernardo de “Filha do Mar”, sobrinho de Mico e filho de Nuno da Câmara Pereira). Este último afirmou não poder dizer nada sobre o assunto. "Ouvi falar da hipótese, mas ainda é muito cedo para dizer alguma coisa", adianta.

Tanto Pilar Homem de Melo como Mico da Câmara Pereira aceitaram entrar neste jogo para se divertirem. “Não vou competir com ninguém, toda a gente tem o seu lugar na música”, salienta a cantora.

Mas alguns contactos efectuados pela Endemol não tiveram os resultados esperados. O CM soube que a produtora holandesa se reuniu com algumas editoras discográficas, como a Zona Música, por exemplo. Esta empresa negou-se a “emprestar” qualquer dos seus artistas, deitando por terra a participação das Dellirium e demais agenciados. Também os Anjos declinaram o convite, bem como Ruth Marlene, Rita Guerra, Beto, Miguel & André (“eles têm muitos espectáculos”, diz o agente) e André Sardet. A voz de “O Último Beijo” revela ter sido convidado no final do ano passado. “Recusei há cerca de uma semana, porque os moldes do programa podiam pôr em causa sete anos de carreira”, e mais não diz.


ESCÂNDALOS E BOATOS ESTREIA HOJE NA SIC

Lili Caneças, Ediberto Lima, Roberto Leal e Nucha são os convidados de Carlos Cruz no primeiro “Escândalos e Boatos” que hoje arranca na SIC . Em comum têm o facto de terem sido vítimas de rumores sem fundamento. “Eu só tenho de criar condições aos convidados para que contem a sua história”, garantiu ao CM o apresentador. “Como sou curioso em relação às pessoas, ao mundo e à vida, sinto-me às mil maravilhas na condução do programa”.

Segundo confidenciou ao CM Lili Caneças, “chegaram a colocar nas ‘Noites Marcianas’ um Mapa Mundo com a pergunta: ‘Onde está Lili Caneças’ e, quem desse o meu paradeiro era recompensado. Os boatos choveram e desde Veneza, à Rússia, passando pelo Norte de África tinham-me visto por todo o lado. Pura imaginação! Não achei graça porque foi pura invasão da privacidade e os meios de comunicação social têm de saber o que é público e o que é privado”.

OS OUTROS CLONES

“Vidas Reais” começou na TVI a 16 de Setembro. A SIC, há quinze dias, reagiu com “Bombástico” (10 Janeiro), tendo ir roubar o apresentador precisamente à estação rival, mas as audiências ainda estão abaixo das do programa da Quatro.

Hoje Carlos Cruz estreia na SIC o seu “Escândalos e Boatos”, que alterna todas as semanas com “O Crime não Compensa”. Terá sido este último que levou Moniz a falar em “clonagem”, no dia em que deu a conhecer “Eu Confesso”, apresentado por Júlia Pinheiro. Mas a guerra entre as duas principais estações televisivas terá começado no final do ano, quando a TVI desviou, à última hora, Gisela Serrano da SIC que ia estrear “A Casa da Gi” (ela que fora a grande estrela de Carnaxide em “Masterplan”) para o “Big Brother Famosos 2”, prometendo-lhe o programa que ela tanto desejava. Um programa que ainda não chegou o que já a faz ter voltado a namorar a SIC.

Entre TVI e SIC (onde já está a sua filha), anda também a “Big Cinha”.
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