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Correio da Manhã

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“Pais do Amaral pediu a cabeça” de Moura Guedes (ACTUALIZADA)

José Eduardo Moniz chegou esta quinta-feira à Comissão de Inquérito afirmando que não estava presente para depor com “espírito de vingança sobre ninguém”, apesar das “inverdades” que considera que têm sido ditas.
29 de Abril de 2010 às 12:21
Moniz defendeu Moura Guedes como um "activo" da TVI
Moniz defendeu Moura Guedes como um 'activo' da TVI FOTO: Sérgio Lemos/Correio da Manhã

Aos deputados referiu que “Pais do Amaral pediu a cabeça da apresentadora [Manuela Moura Guedes], alegando que faziamos informação tabloide”. Uma posição rejeitada pelo prórpio Moniz, por considerar a jornalista como um “activo da estação”.
 
Sobre o antigo presidente da Media Capital disse que “a partir de 2004 começou a notar atitudes de incomodo”, com “manifestações evidentes de falta de concordância do que era feita e com a reivindicação de alterações na linha editorial, formato”, entre outros.
 
Moniz falou de um caso sobre uma notícia de um aterro em Évora, na altura em que José Sócrates era ministro do ambiente, revelando que o actual primeiro-ministro fez “diligências com o reporter em Évora”. “Recordo que Pais do Amaral disse que não tinhamos agido bem”.

Mais tarde, diz Moniz, o empresário aproveitou a sua ausência em Cannes para terminar o contrato com Marcelo Rebelo de Sousa, o que levou a sua quase “eminente saída” da empresa.
 
“Pais do Amaral disse que não estava para ver os seus negócios prejudicados. Que já tinha tido problemas no Independente e não queria repetir isso na TVI.”
 
Problemas que se manteve com a entrada da Prisa. Depois de um período de “observação mutua voltamos ao mesmo. Era dito que tinhamos de mudar tudo. Decor, estilo, apresentadores”, disse. E, uma vez mais, segundo Moniz, quando este estava fora do Pais Moura Guedes saiu do ecrã, mas por iniciativa própria.

“Ela teve uma conversa à minha rebelia com Miguel Gil” tendo decidido deixar de apresentar os espaços informativos.

INTERESSE DA PT COMEÇOU NO 1.º TRIMESTRE DE 2009

Segundo José Eduardo Moniz, o interesse da PT na compra de uma parte da dona da TVI começou no “primeiro trimestre do ano  [2009]”, apesar de não conseguir precisar dados.

O antigo director-geral da TVI referiu que nesse período esse interesse “já não se escondia” no Conselho de Administração da Media Capital.

Apesar de não saber quem começou o negócio, Moniz refere que na PT “só há uma pessoa com capacidade para tomar essas decisões, que é o eng. Zeinal Bava”.

De resto, foi o CEO da PT que disse a Moniz, num encontro a 23 de Junho de 2009, que no negócio estava envolvido o próprio Zeinal Bava “que Manuel Polanco estava envolvido e que Rui Pedro Soares estava envolvido”.

Moniz disse ainda que sabe que o “interesse da PT em investir em conteudos é antigo” e que um antigo presidente da PT Multimédia (actual Zon) lhe contou que no tempo de Pais do Amaral chegou a existir um acordo para a compra da TVI. 

RESPOSTA A PAIS DO AMARAL

Moniz fez ainda questão de responder a Pais do Amaral. O antigo presidente da Media Capital afirmou que 'houve um período em que a TVI tomou um conjunto de posições que se desviaram da linha de isenção e credibilidade', acrescentando que 'durante o Governo de Santana Lopes a TVI funcionou como uma plataforma para o derrubar. Tive de chamar à atenção o director-geral'. 'Não tenho dúvidas ' de que Moniz era o líder da plataforma.

“Nunca me passou pela cabeça ser oposição. É-me indiferente. Nós produzimos notícias. [Pais do Amaral] deve desconhecer lógica de funcionamento da empresa. Devia tar perturbado com os seus negócios”, disse Moniz.

Sobre a relação com os diferentes Governos, Moniz referiu que com os executivos de António Guterres e Durão Barroso existiam “contactos frequentes em termos normalíssimos. O mesmo não se passou no período de Santana Lopes e muito menos no de Sócrates”.

“Nunca me passou pela cabeça ser oposição. É-me indiferente. Nós produzimos notícias. [Pais do Amaral] deve desconhecer lógica de funcionamento da empresa. Devia tar perturbado com os seus negócios”, disse Moniz.

Sobre a relação com os diferentes Governos, Moniz referiu que com os executivos de António Guterres e Durão Barroso existiam “contactos frequentes em termos normalíssimos. O mesmo não se passou no período de Santana Lopes e muito menos no de Sócrates”.

“Nunca me passou pela cabeça ser oposição. É-me indiferente. Nós produzimos notícias. [Pais do Amaral] deve desconhecer lógica de funcionamento da empresa. Devia tar perturbado com os seus negócios”, disse Moniz.

Sobre a relação com os diferentes Governos, Moniz referiu que com os executivos de António Guterres e Durão Barroso existiam “contactos frequentes em termos normalíssimos. O mesmo não se passou no período de Santana Lopes e muito menos no de Sócrates”.

“Nunca me passou pela cabeça ser oposição. É-me indiferente. Nós produzimos notícias. [Pais do Amaral] deve desconhecer lógica de funcionamento da empresa. Devia tar perturbado com os seus negócios”, disse Moniz.

Sobre a relação com os diferentes Governos, Moniz referiu que com os executivos de António Guterres e Durão Barroso existiam “contactos frequentes em termos normalíssimos. O mesmo não se passou no período de Santana Lopes e muito menos no de Sócrates”.

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