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Paulo Morais livre de julgamento por declarações sobre casamento da filha do 'vice' de Angola

Juíza diz que o líder da Frente Cívica e colunista do CM agiu no âmbito da sua "atividade de luta contra a corrupção".
Sónia Dias 18 de Novembro de 2021 às 08:34
Paulo Morais é o líder da Frente Cívica e colunista do CM
Bornito de Sousa, vice-presidente de Angola, no casamento na filha, Naulila Diogo Graça
Paulo Morais é o líder da Frente Cívica e colunista do CM
Bornito de Sousa, vice-presidente de Angola, no casamento na filha, Naulila Diogo Graça
Paulo Morais é o líder da Frente Cívica e colunista do CM
Bornito de Sousa, vice-presidente de Angola, no casamento na filha, Naulila Diogo Graça
O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto recusou levar a julgamento o líder da Frente Cívica, Paulo Morais, no âmbito do processo interposto pelo vice-presidente angolano, Bornito de Sousa, e pela filha, que o acusavam de difamação. O caso que visa o colunista do Correio da Manhã tem por base considerações públicas que este produziu sobre a compra de um vestido de noiva e outros artigos para o casamento de Naulila Diogo Graça, filha do atual vice-presidente angolano, em 2014, e que terão custado mais de 200 mil dólares, o equivalente a 172 600 euros, num país “em que há gente a morrer na rua de fome e de doença”.

“Ao dar público conhecimento [do que soube relativamente ao casamento], o arguido agiu dentro do âmbito das suas preocupações, empenhamento e atividade de luta contra a corrupção”, afirmou a juíza de instrução Cristina Malheiro, no seu despacho de não pronúncia. E acrescentou ainda ser “público que o regime de governo da República de Angola tem em si graves problemas em vários campos, no político, no social, no económico - questões, que sempre foram conhecidas e comentadas, tornaram-se muito mais evidentes e públicas com a divulgação do dossiê conhecido como Luanda Leaks”.

Ao CM, Paulo Morais mostrou-se “satisfeito com o resultado”, que considera “uma grande vitória, sobretudo para a liberdade de imprensa e de expressão, valores supremos num país democrático e que não podem nunca ser postos em causa”.
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