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PCP acusa Governo de criar "mentiras" para privatizar a RTP

Deputados do PCP eleitos pelo Porto acusaram esta segunda-feira o Governo de estar a "criar uma cortina de fumo" que impede a opinião pública de se "aperceber da falsidade e da inexistência de argumentos para privatizar" a RTP.
1 de Outubro de 2012 às 14:55
O deputado Honório Novo (PCP) afirmou que, "a pretexto de uma enorme falsidade", o Governo "procura inocular junto da opinião pública" a necessidade de privatizar os serviços públicos de rádio e televisão
O deputado Honório Novo (PCP) afirmou que, 'a pretexto de uma enorme falsidade', o Governo 'procura inocular junto da opinião pública' a necessidade de privatizar os serviços públicos de rádio e televisão FOTO: Tiago Sousa Dias

Em conferência de imprensa, depois de realizar uma visita de trabalho ao Centro de Produção do Norte (CPN) da RTP, o deputado Honório Novo afirmou que, "a pretexto de uma enorme falsidade", o Governo "procura inocular junto da opinião pública" a necessidade de privatizar os serviços públicos de rádio e televisão.

"Quem quiser respeitar a Constituição tem que abandonar qualquer caminho de privatização ou concessão", referiu, acrescentando que em causa está, "não apenas a RTP, mas 17 canais de televisão e rádio e dois mil postos de trabalho".

Segundo o deputado do PCP, o Governo utiliza "mentiras para sustentar a privatização da RTP", designadamente quando fala em "gastos exagerados e em trabalhadores a mais".

Acompanhado pela deputada Lurdes Ribeiro, Honório Novo disse também que o cenário de privatização já tem como consequência a "instabilidade das relações de trabalho" no CPN.

"A perspectiva de que com a privatização seja criado um despedimento de dezenas de trabalhadores" está a afectar, segundo Honório Novo, a estabilidade dos profissionais da RTP.

Também está a interferir para a instabilidade dos trabalhadores do CPN, disse, a possibilidade de criação de uma empresa de meios e produção, usando poucos recursos humanos e meios técnicos da casa, que depois passa a prestar serviços para quem comprar a RTP.

"A RTP não tem trabalhadores a mais comparativamente a outras televisões públicas" europeias, disse, acrescentando que "o conceito de serviço público não está mal definido", bastando, para tal, ler a lei de televisão e rádio.

"A lei da televisão enquadra de forma absolutamente lapidar e inequívoca que a RTP tem que ter um serviço público constituído por dois canais generalistas, pelas delegações dos Açores e Madeira e por um serviço internacional", sustentou, rejeitando a privatização ou concessão de um canal.

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