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Correio da Manhã

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‘Playboy’ em pose sem autorização

A sessão fotográfica da edição de Agosto da ‘Playboy’, com uma ‘playmate’, em pleno Padrão dos Descobrimentos está a causar polémica. Além de alguns leitores se terem sentido ofendidos com o erotismo das imagens em locais que consideram ‘sagrados’, a revista, ao que o CM apurou, não pediu autorização a qualquer entidade para fotografar em monumentos nacionais.
20 de Agosto de 2009 às 00:30
Susette Verde exibiu o corpo numa “sessão que durou vários dias e foi acompada pela PSP.Não queremos ferir susceptibilidades”, refere Sara E. Cardoso, directora de Comunicação da ‘Playboy’.
Susette Verde exibiu o corpo numa “sessão que durou vários dias e foi acompada pela PSP.Não queremos ferir susceptibilidades”, refere Sara E. Cardoso, directora de Comunicação da ‘Playboy’. FOTO: d.r.

Em 13 fotos nocturnas Susette Verde, 24 anos, aparece a posar 'nos locais onde os portugueses partiram à descoberta do Mundo', diz a revista.

'Não nos pediram nada. E nunca deixaríamos isso. Nem publicidade a carros autorizamos', explica ao CM Maria Resende do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.

A ‘playmate’ aparece a exibir o corpo seminu no Padrão dos Descobrimentos, espaço gerido pela EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural). De acordo com Susana Correia, da Direcção de Comunicação e Imagem, 'não deu entrada qualquer pedido de autorização para essa produção'. E acrescenta que a empresa foi 'apanhada de surpresa' e o assunto vai ser analisado pela direcção, que pode enviar o caso para o departamento jurídico.

Sobre o descontentamento dos leitores, o editor da ‘Playboy’, João Araújo, diz ao CM: 'Temos um espaço para onde os leitores podem escrever e reclamar'.

DISCURSO DIRECTO

'CADA UM COME DO QUE GOSTA': José Hermano Saraiva, Historiador

Correio da Manhã – A ‘Playboy’ tem fotos de uma mulher em monumentos nacionais. Choca-o?

José Hermano Saraiva – Não vi as imagens, mas costumo dizer que cada um come do que gosta (risos). Não é obrigatório ver a revista, nem comprá-la.

– Considera que a arte tem limites?

– Não. É importante que todo o tipo de arte seja exposto. O gosto é algo muito pessoal. Isto não tem importância nenhuma. Não é por aqui que vem mal ao Mundo.

– O professor aprecia a arte do nu? Pintura? Escultura?

– Com certeza que sim. Não foi por acaso que na minha juventude fui um pintor amador. Candidatei-me às Belas Artes. Tinha jeitinho, mas não tinha talento, que é o que interessa.

– Pintava nus?

– Não, seria mal empregado. Pintava essencialmente paisagens, a minha Aldeia... Era aquela saudade romântica.

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