O programa da RTP ‘Prós e Contras’ tem sido um sucesso. Fátima Campos Ferreira está satisfeita. Hoje, fala de Constituição Europeia com Jorge Miranda, Adriano Moreira, Jaime Gama, Cruz Vilaça, Vitor Martins e Vasco Graça Moura
Correio da Manhã - Satisfeita com o regresso de "Prós e Contras"?
Fátima Campos Ferreira - Muito satisfeita. Foi um programa, uma série de 30, que, no último ano, senti ter sido um contributo importante para o debate das grandes questões, na televisão portuguesa. Senti-o eu, senti-o dos espectadores que, pelas mais diversas formas, me contactam, senti-o do cidadão comum que nas ruas me aborda e me fala do programa. Senti-o também dos muitos e ilustres convidados que por ali passaram e, pessoalmente, mo transmitiram.
-O formato do programa foi feito "à sua medida" ou gostaria de apresentar outro género de trabalhos?
-O formato não foi feito à minha medida. O formato existia, com outros objectivos. Foi depois alterado, pela RTP e pela produtora Gestmusic, para uma outra versão. Fui convidada para conduzir essa segunda fase, com outro registo e outras preocupações e com outro nome - quando assumiu a designação de 'Prós e Contras'! É um género de trabalho que me agrada particularmente. O debate aprofundado, na pluralidade e na diversidade dos temas, das ideias e dos protagonistas. Prefiro realmente a informação mais reflectida, com mais tempo para ser abordada com algum desenvolvimento. O nível da exigência e a qualidade dos convidados que por ali têm passado são uma mais valia que me satisfaz totalmente.
-O programa sofreu alterações?
-Quanto aos conteúdos introduzimos algumas modificações. Para além das auscultações do sentir do espectador que assiste ao programa, seja através da interactividade, de mensagens escritas, seja através de respostas à pergunta, semanalmente, colocada é algo que me parece interessante. Se bem que essas auscultações não sejam científicas, como sempre dissemos, reflectem de algum modo o sentir dos espectadores do programa. Mas a RTP quis trazer aos 'Prós e Contras' mais um elemento de rigor informativo. Sobre o tema em debate, apresentamos, todas as semanas, uma sondagem, com a garantia de rigor do centro de sondagens da Universidade Católica. Outra inovação é a presença semanal de um convidado jornalista, residente e permanente, que fará em cada debate um balanço do que se passa. Também em cada programa sempre que se justifique temos uma ligação ao exterior, a uma instituição ou ligando a uma personalidade que traga mais um contributo ao programa.
-O formato ainda não está saturado?
-Há formatos em televisão que duram anos. E na área da Informação, os formatos aguentam bastante. Se bem pensados, se bem estruturados e depois se bem desenvolvidos. Penso que é o que se passa com este. A RTP tem apostado neste programa e continuará. Quando se entender que há algo a mudar, alguém o fará. Por mim, aqui estarei de alma e coração, dando o meu melhor, como é a minha regra de trabalho como jornalista.
-A sua postura no programa alterou-se?
-Na essência, acho que não. Não sinto essa necessidade e porque as reacções que me chegam não me condicionam, nem me pressionam a mudar. Tenho lido, embora em análises esporádicas, que introduzo, por vezes, na discussão, elementos de humor, a que alguns chamam 'graçolas'. É verdade que sou da opinião que a Informação e o debate é algo sério e que "com coisas sérias não se brincam". Mas quando uma discussão por muito séria que seja nos provoca, num momento, uma reacção mais irónica, ou até com algum humor, porque havemos de a evitar?
Fátima Campos Ferreira é um dos nomes incontornáveis da história da RTP. Nascida em Lisboa, passou a infância em Valença do Minho mas sempre mantendo uma forte ligação à terra natal.
Em 1981, completou o curso superior de História, na Universidade Clássica e logo passou a dar aulas no Instituto de Preparação para a Universidade Livre, no Porto. Seguiu-se o curso superior de jornalismo, no primeiro ano de vida da Escola Superior de Jornalismo, a par com a actividade de professora.
Em 1986, entrou para RTP-Porto, como estagiária, e ficou. Oito anos depois, rumou a Lisboa para se tornar pivot do ‘Telejornal’ da estação pública. Actualmente é apresentadora do programa de debates ‘Prós e Contras’, função que acumula com a de professora da cadeira de ‘Jornalismo Televisivo’, na Universidade Lusófona.
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