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Correio da Manhã

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PRIMEIROS DIAS ARRASAM AUDIÊNCIAS

É mesmo a bomba que José Eduardo Moniz esperava! ‘A Quinta das Celebridades’ chegou, viu e venceu. Os primeiros três dias de emissão pulverizam a liderança da SIC e tornaram o concurso um fenómeno entre os portugueses. Até os mais pequenos adoram…
9 de Outubro de 2004 às 00:00
Os números não mentem e nem, sequer, permitem segunda leitura. Os três primeiros dias de exibição da ‘Quinta das Celebridades’ suplantaram todas as expectativas e inverteram a liderança no panorama audiovisual português. Tal como há quatro anos com o ‘Big Brother’, o segundo classificado saltou para primeiro e o primeiro caiu para o segundo posto. A dúvida é saber se esta é apenas uma tendência motivada pelo efeito novidade, ou será a realidade dos próximos meses.
Vamos aos números: a gala de estreia do programa, exibido no passado domingo à noite, registou uma audiência média (‘rating’) de 16,2 por cento (1,5 milhões de portugueses) e uma quota de mercado (‘share’) de 53,3. Um resultado que permitiu a Júlia Pinheiro ‘arrasar’ o seu principal concorrente, Herman José. O ‘Herman SIC’, programa do humorista nas noites de domingo no canal de Carnaxide, não foi além dos 6,5 por cento (610 mil pessoas) e dos 21,1 por cento de ‘share’.
Uma diferença que fez com que Herman confessasse ao ‘Correio da Manhã’ que terá de “ir à luta”. “A estreia da ‘Quinta das Celebridades’ foi muito bem produzida e muito bem apresentada. Teve uma vitória merecida. Agora terei de passar ao ataque, à minha maneira…”, admitiu.
O cenário, porém, parece ser difícil. A análise estratificada ao concurso da TVI permite verificar uma grande implantação em todas as camadas etárias e sociais, mas a presença de animais na ‘Quinta’ está a deixar as crianças verdadeiramente entusiasmadas. No programa de estreia, quase dez por cento dos espectadores (145 mil pessoas) tinham entre os quatro e os 14 anos. A estes juntam-se 13,5 por cento (200 mil) de jovens entre os 15 e os 24 anos, o que dá para perceber as potencialidades do programa.
Também ao nível da segmentação social, a divisão é muito homogénea. Se é certo que a classe média/baixa (C2) foi a que mais se rendeu à estreia (30 por cento), as classes altas (A/B) não passaram ao lado do ‘reality-show’, com 17 por cento. Efeitos, provavelmente, da presença dos ‘socialites’ José Castelo Branco e Cinha Jardim.
Refira-se ainda que, até terça-feira (último dia aqui analisado) o programa veio em crescendo: 1,5 milhões no domingo, 1,8 na segunda e a impressionante marca de 2,3 milhões no feriado nacional.
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