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Correio da Manhã

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Prisa quer ‘Le Monde’

A Prisa está em vias de conseguir o controlo do diário francês ‘Le Monde’, onde já tem uma participação de 15%.
13 de Abril de 2010 às 00:30
Juan Luís Cebrián, presidente da Prisa, diz que o ‘Le Monde’ é um “activo formidável e que está “disposto a reforçar”
Juan Luís Cebrián, presidente da Prisa, diz que o ‘Le Monde’ é um “activo formidável e que está “disposto a reforçar” FOTO: direitos reservados

Os problemas financeiros do jornal, que tem uma dívida superior a 50 milhões de euros, obrigaram o Conselho de Administração do título a procurar alternativas, sendo que uma reestruturação com aumento de capital parece ser a solução a aplicar. É neste contexto que o grupo espanhol Prisa (que em Portugal detém a Media Capital/TVI) pretende ganhar relevo no ‘Le Monde’, aumentando a sua participação para 34%. Para garantir o controlo do jornal, os espanhóis preparam uma aliança com os italianos do ‘L’Expresso’ que devem aumentar a participação de 3% para 17%.

Ao CM fonte da Prisa não quis comentar o negócio. No entanto, o interesse ficou explícito numa entrevista de Juan Luís Cebrián, presidente da Prisa, ao jornal francês ‘Les Echos’, onde disse que "o ‘Le Monde’ é um activo formidável", afirmando que estava "disposto a reforçar" a posição no diário.

A mudança na estrutura accionista, que será votada no final de Junho, está a causar algum mal-estar nos trabalhadores do ‘Le Monde’, que receiam uma perda de independência e de autonomia. O jornal é controlado, desde a sua fundação, há mais de 66 anos, pela Sociedade de Redactores do ‘Le Monde’, que é o maior accionista do jornal com 22% do capital. A mudança não só retira poder à Sociedade de Redactores como transforma o ‘Le Monde’ num jornal controlado por capital estrangeiro.

PORMENORES

ACCIONISTAS

Actualmente a Sociedade de Redactores, que representa os trabalhadores do jornal, é a maior accionista do ‘Le Monde’ com 22%, seguida da Lagardère (17,27%) e da Prisa (15%).

DÍVIDA 50 MILHÕES

Com uma dívida superior a 50 milhões de euros, a administração do jornal deve avançar com uma recapitalização que permitirá à Prisa e aos italianos do ‘L’Expresso’ controlarem 51% do capital do ‘Le Monde’. Esta será votada pelos accionistas no final de Junho.

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