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Correio da Manhã

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Prisa refinancia dívida com 35 bancos

O grupo espanhol de comunicação Prisa, accionista maioritário da TVI, chegou a acordo com 35 bancos para refinanciar a sua dívida, alargando os prazos de amortização, indicou a empresa esta terça-feira ao regulador do mercado de valores mobiliários de Espanha.
27 de Dezembro de 2011 às 12:25
Grupo espanhol de comunicação Prisa é accionista maioritário da TVI
Grupo espanhol de comunicação Prisa é accionista maioritário da TVI FOTO: Jornal de Negócios

O grupo Prisa considera, em comunicado, que os acordos conseguidos com a banca "permitirão abordar uma política de crescimento e assegurar o futuro dos seus negócios".

As acções da Prisa estavam a ganhar em bolsa 2,17 por cento para os 0,94 euros, após a comunicação do acordo à Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV).

As negociações entre a Prisa e a banca começaram em 24 de Outubro e o acordo agora alcançado traduz-se num processo de refinanciamento garantido por todos os bancos com os quais o grupo está envolvido.

Este processo prevê o início de mecanismo de conversão de 'warrants' (direitos sobre acções) por parte da Timón, accionista de referência da Prisa, que representa os interesses da família Polanco, e Martin Franklin e Nicolas Berggruen. Estes dois últimos são sócios maioritários da empresa norte-americana Liberty Acquisition Holdings, sendo o segundo presidente executivo do fundo norte-americano de investimento e sócio de Miguel Pais do Amaral em 10 por cento do capital da TVI, assim como nos negócios no mercado livreiro.

Com a operação anunciada hoje a Liberty Acquisition Holdings e a Timón vão adquirir novas acções da Prisa no montante de 150 milhões de euros, a um preço de dois euros por acção.

A Liberty Acquisition Holdings já havia assinado em Março de 2010 um acordo de troca de participações com o grupo Prisa, que resultou num aumento de capital da holding espanhola na ordem dos 650 milhões de euros e que resultou numa significativa redução da participação da família Polanco no capital da Prisa.

A flexibilidade financeira conseguida permitirá à Prisa "concentrar-se no processo de transformação em que se encontra envolvida, com especial ênfase nas tecnologias digitais", acrescentou o grupo em comunicado.

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