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“PS não é uma seita fechada”

O candidato à liderança do PS Francisco Assis afirmou, esta terça-feira, esperar que os três debates que acertou com António José Seguro sejam abertos à comunicação social, advertindo que o PS não é uma "seita fechada".
5 de Julho de 2011 às 18:42
Assis lamentou não ter sido possível a realização de seis debates, como propôs
Assis lamentou não ter sido possível a realização de seis debates, como propôs FOTO: José Manuel Ribeiro/JdN

Francisco Assis falava aos jornalistas depois de ter estado reunido com o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e com nove dos onze presidentes de junta de freguesia da capital que apoiam a sua candidatura ao cargo de secretário-geral do PS.  

Na segunda-feira à noite, as candidaturas de Francisco Assis e de António José Seguro acertaram a realização de três debates, o primeiro no dia 12  na SICNotícias, o segundo na federação de Lisboa no dia seguinte e um terceiro na federação do Porto.  

Sobre este ponto, Assis lamentou não ter sido possível a realização de seis debates, como propôs.  

"Bati-me por debates, mas o António José Seguro achava que eram três debates e faremos esses três debates. Para mim, não é o número de debates que está em causa", alegou.  

No entanto, o ex-líder parlamentar do PS defendeu que, mesmo no caso dos debates nas federações de Lisboa e do Porto, tudo seja aberto à presença da comunicação social.  

"Pela minha parte serão todos abertos à comunicação social, mas tem de haver consenso sobre isso e não sei qual é o pensamento do António José Seguro sobre isso. Digo que o PS não é uma seita fechada sobre si própria, é um grande partido político democrático, projectado para o exterior e o que se passa no PS não interessa só ao PS mas também a toda a sociedade  portuguesa", declarou.  

Interrogado se ficou dececionado por o presidente do Governo Regional dos Açores ficar neutro na corrida à liderança do PS, Francisco Assis deu a seguinte resposta: "Aos 46 anos, com tantos anos de vida política, já não sofro qualquer espécie de desilusões."  

"Tenho o maior respeito pelo Carlos César, é meu camarada, amigo e tenho grande admiração pelo seu percurso político. Procuro dissociar o comportamento político das pessoas da avaliação que faço delas. Carlos César é uma grande figura do PS", respondeu.  

Assis referiu depois que "há grandes figuras do PS" que não estão a apoiar a sua candidatura a secretário-geral do PS.  

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