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Correio da Manhã

Tv Media
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PT quer ser mais forte que a TV Cabo

A ‘guerra’ entre a Portugal Telecom (PT) e a PT Multimédia (PTM) começou sexta-feira. Enquanto uma e outra formam equipas, a PT já fez saber que quer ser mais forte do que a operadora TV Cabo, detida pela PTM.
26 de Setembro de 2007 às 00:00
O presidente da PT, Henrique Granadeiro, aposta forte no mercado da televisão por subscrição
O presidente da PT, Henrique Granadeiro, aposta forte no mercado da televisão por subscrição FOTO: Duarte Roriz
A PT vê agora a PTM como um adversário e, por isso, a empresa presidida por Henrique Granadeiro assume claramente o combate no domínio da televisão contra a TV Cabo, o principal operador português, que é detido pela PTM. Esta, recorde-se, terá de mudar de nome, fruto da separação das empresas, o que deverá acontecer, na pior das hipóteses, no início de Novembro. A ‘guerra’ iniciou-se sexta-feira quando o conselho de administração da Portugal Telecom deliberou executar o spin-off (cisão) da PT Multimédia.
A Portugal Telecom quer dominar o mercado da televisão por subscrição. A PT já está no mercado através do Meo – serviço que congrega a televisão, internet e telefone – mas estuda outras alternativas, nomeadamente a Televisão Digital Terrestre (TDT) e a televisão por satélite. Relativamente à TDT, que está em consulta pública até 15 de Outubro, a PT, de acordo com especialistas da área económica, é a favorita ao concurso que deverá ocorrer durante o próximo ano. O raciocínio é feito com base nos elevados investimentos exigidos. A própria empresa, aliás, confia plenamente na vitória no concurso.
CINVESTE NA PTM
Na altura do spin-off, os 58% das acções que a PT detém na PTM serão distribuídos pelos accionistas da empresa dirigida por Henrique Granadeiro. Entretanto, a Cinveste, detida pelo coronel Luís Silva – antigo patrão do grupo Lusomundo – possui, agora 5,02% do capital da dona da TV Cabo. A Cinvest está muito empenhada em contribuir para “o sucesso do projecto PTM”.
Entretanto, a PT trata de recrutar alguns quadros na empresa dirigida por Rodrigo Costa – que sucedeu a Zeinal Bava –, mas o inverso também acontece. Nenhuma das empresas, apurou o CM, está para já a contabilizar o número de trocas de funcionários.
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