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Correio da Manhã

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“Quando o PS for Governo voltará a existir serviço público”

O secretário-geral do PS disse hoje, na Madeira, que quando o PS for governo voltará a existir um serviço público de televisão, considerando que a intenção de concessionar a televisão "serve alguns interesses, mas não serve o Pais".
26 de Agosto de 2012 às 12:56
António José Seguro manifestou ainda ter esperança que "esta proposta do Governo não passe no crivo do Presidente da República"
António José Seguro manifestou ainda ter esperança que 'esta proposta do Governo não passe no crivo do Presidente da República' FOTO: José Maria Borges/Lusa

António José Seguro reagia assim à proposta governamental de concessão a privados do serviço público de televisão, anunciada pelo consultor do governo António Borges, na quinta-feira.

No final de uma visita às zonas que sofreram incêndios na freguesia de Gaula, em Santa Cruz, António José Seguro referiu que a proposta do Governo "pode servir alguns interesses, mas não serve o país nem o interesse nacional".

"Eu quero ser muito claro: quando o PS for Governo voltará a existir um serviço público que se seja prestado por uma televisão pública com uma gestão rigorosa e que sirva os interesses nacionais", disse.

António José Seguro manifestou ainda ter esperança que "esta proposta do Governo não passe no crivo do Presidente da República".

Confrontado com o futuro dos centros regionais de televisão na Madeira e nos Açores, referiu que o serviço público "significa coesão nacional e esta passa também por coesão territorial e é importante que tanto na Madeira como nos Açores possa haver também um serviço público de televisão".

"Serviço público significa aumentar e afirmar a língua portuguesa no mundo e é muito importante que promova a língua e a cultura portuguesa e que não esteja dependente de critérios de mercado. O serviço público é indispensável e é por isso que em todos os países da Europa há serviço público de televisão", continuou.

Lembrou ainda que o serviço público de televisão em Portugal "pode e deve ser prestado sem que isso signifique prejuízo para a rádio e para a televisão que o presta".

"Neste momento há recursos muito claros que estão à disposição do serviço público de rádio e da RTP, as taxas que os portugueses pagam, cerca de 150 milhões de euros por ano e as receitas da publicidade, falamos de 200 milhões de euros", realçou.

 


"Há uma coisa que não compreendo, se a televisão e a rádio não dão lucros, acha que algum privado quer aceitar a concessão", perguntou.

António José Seguro, que se encontra na Madeira para participar na Festa da Liberdade, na Fonte do Bispo, promovida pelos socialistas madeirenses, apelou ao Governo Regional e as Câmaras Municipais para que apoiem as famílias na reconstrução das suas casas e haveres destruídos pelos incêndios.

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