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Recebeu 5,3 milhões antes de ir gerir a RTP

Produções Fictícias, de Nuno Artur Silva, assinou pelo menos 14 contratos com a TV pública entre 2012 e 2014.

02 de julho de 2017 às 09:59

Nos três anos que antecederam a sua nomeação para administrador da RTP com o pelouro dos conteúdos (em fevereiro de 2015), Nuno Artur Silva assinou contratos com a televisão pública num total de 5,3 milhões de euros através das Produções Fictícias.

De acordo com documentos a que o CM teve acesso, Nuno Artur Silva celebrou, entre 2012 e 2014, pelo menos 14 contratos com a empresa pública. O de maior valor diz respeito à produção da terceira temporada do programa de humor ‘Estado de Graça’, emitida em 2012. Para o efeito, a RTP pagou 996 mil euros. Já a produção de ‘Herman 2012’, com Herman José, custou 988 mil euros. Mais do que ‘Herman 2013’, que foi dividido em dois contratos: um no valor de 617 mil euros e o outro de 309 mil. Totalizaram 926 mil euros.

Também em 2013, a série ‘A Mãe do Senhor Ministro’ implicou um investimento da televisão pública na ordem dos 580 mil euros. A quarta temporada de ‘Estado de Graça’ (2012) custou 539 mil euros e ‘Breviário Biltre’ (2013) foi produzido em troca de 465 mil euros. Já o programa ‘Domingo Especial’ (2014) teve um custo de 368 mil.

Referência ainda para a rubrica ‘A Copa é Nossa’, emitida durante o ‘Diário do Mundial’, pela qual a RTP pagou 112 mil euros, e para outros pequenos programas: ‘13 Badaladas - Especial Fim de Ano 2012’ (106 mil euros), ‘14 Badaladas - Especial Fim de Ano 2013’ (100 mil) e ‘O Que Nos Faz Rir’ (52 mil). A Produções Fictícias vendeu ainda os espetáculos ‘One Herman Show’ (2012), por 40 mil euros, e ‘A Noite de Nariz Vermelho’ (2013), por 28 mil.

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