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Correio da Manhã

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Rescisões amigáveis da RTP podem ser "razoáveis"

A comissão de trabalhadores da RTP considera que o plano de rescisões amigáveis, avançado na segunda-feira pelo presidente da estação pública de televisão, "pode ser razoável", salvaguardando que "tudo depende de como isso é feito".
25 de Outubro de 2011 às 11:45
O presidente da RTP, Guilherme Costa, confirmou que novo plano de rescisões avança até meados de Novembro
O presidente da RTP, Guilherme Costa, confirmou que novo plano de rescisões avança até meados de Novembro FOTO: d.r.

O presidente da RTP, Guilherme Costa, confirmou na segunda-feira que  a empresa vai avançar até meados de Novembro com um novo plano de rescisões  voluntárias e que tem provisões suficientes para rescindir com 300 trabalhadores,  avançando que se trata de um montante superior a "30 milhões de euros".   

Ângela Castelo Branco, da comissão de trabalhadores, disse à Lusa que,  "à partida, o plano de rescisões amigáveis pode ser razoável mas depende  de como tudo é feito".  

A responsável considera que, "se se for pela mesma via de 2009 e 2010,  é uma boa saída para a empresa" porque "ficam garantidas as condições para  os trabalhadores que se vão embora e a empresa diminui o quadro de pessoal". 

No entanto, Ângela Castelo Branco "não sabe se é essa a grande importância  deste plano".     Sobre a quantia avançada por Guilherme Costa (30 milhões de euros em  provisões para a rescisão de 300 trabalhadores), Ângela Castelo Branco considera  que "não se trata de a quantia ser suficiente ou não, trata-se de saber  se há esse número de trabalhadores" disponíveis para uma rescisão amigável.   

 "Ficamos preocupados com o número avançado porque temos desconhecimento  de como se chega a esse número de 300 pessoas e o conselho de administração  vai ter de explicar à comissão de trabalhadores. Dentro de vários sectores,  temos falta de pessoas e temos muito interesse em tentar perceber em que  é isso vai prejudicar a empresa no seu funcionamento diário", disse ainda  Ângela Castelo Branco. 

 A responsável adiantou que a comissão de trabalhadores está também preocupada  com outros aspectos do plano de sustentabilidade económica e financeira,  anunciado na segunda-feira pelo presidente da RTP.     

Entre esses aspectos, Ângela Correia nomeou o contrato de concessão do  serviço público, que "de certa maneira está a ser violado", a "possibilidade  de redução das emissões da RTP Madeira e RTP Açores, que está por explicar",  bem como "a alienação de um destes canais e a forte aposta na informação,  que põe em causa as obrigações de serviço público". 

A comissão de trabalhadores da RTP deverá receber o plano de sustentabilidade  económica e financeira "por escrito" na quarta-feira, altura em que "vai  estudar com muita atenção" todo o projecto.  

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