<div align="justify">Rita Ferro Rodrigues diz que apresentadores "são uns mimados" e com um "ego do tamanho do mundo". Novo desafio é 'Portugal em Festa' na SIC, em resposta ao êxito de 'Somos Portugal', da TVI</div>
É um projeto simples, que começa por ser de verão mas que poderá permanecer na antena. O desafio é ir para a rua, aproximar a SIC das pessoas, porque o canal precisa de estar perto das populações e levar as suas caras pelo País. Sou eu e o José Figueiras como apresentadores fixos mas, todas as semanas, vai juntar-se a nós mais uma cara da SIC.
A dupla com o José Figueiras agrada-lhe?
Adoro. Já trabalhei com ele, já o coordenei, já o editei. Trabalhar com o Zé é uma alegria. É um colega fantástico, muito divertido, e está numa fase muito boa como apresentador. Apetece-lhe imenso voltar à TV generalista. Quando saímos com o Zé à rua é que percebemos o quanto as pessoas gostam dele.
No fundo, é o regresso dos dois à TV generalista...
É verdade. Tive em dezembro uma experiência no 'Toca a Mexer' mas, num programa de maior fôlego, é o regresso. É bonito, estamos os dois a regressar e com muita vontade. Gosto muito de fazer programas com público, de conhecer o meu país, vai ser muito giro.
Está preparada para fazer centenas de quilómetros de norte a sul?
Preparadíssima. É cansativo porque vamos estar seis horas em antena, mas haverá sempre um terceiro apresentador que se junta a nós, e será muito divertido.
Este programa é uma resposta ao sucesso de 'Somos Portugal', da TVI?
É. Claro que sim. A televisão faz-se assim. Temos um programa na concorrência que está a funcionar muito bem, e a SIC achou que havia um espaço que precisava de ser ocupado. Vamos fazer o nosso trabalho, não estamos muito preocupados com os resultados no início porque sabemos que precisamos de habituar as pessoas, mas vamos mostrar alternativa digna e divertida.
Mas isso é assumir que a SIC está a correr atrás da TVI e não a apresentar coisas diferentes...
Não acho. Sabemos que corremos esse risco, e que isso já está a ser falado, mas faz parte. Mas, se nos lembrarmos, a SIC quando arrancou tinha este tipo de programas. E agora ver quem é que andou atrás de quem? A TVI não inventou nada. A nós cabe-nos dificultar-lhes a vida. Isto apesar de adorar a equipa do 'Somos Portugal'. O meu marido está lá, tenho milhões de amigos no programa... mas trabalho é trabalho, conhaque é conhaque. No fundo, eu quero ganhar e eles também.
É o tipo de formato onde se sente mais à vontade?
Tenho dois formatos onde me sinto bem: este tipo, de entretenimento ligeiro na rua, e programas muito à base de conversas.
Este é o programa da sua afirmação, após vários meses afastada?
A minha atitude é que nós, apresentadores, não podemos estar sempre no ar. É impossível. A não ser os que estão nos programas das manhãs e das tardes. De resto, os apresentadores têm de se habituar a alguns períodos em que estão mais parados. Eu aproveito muito bem o meu tempo quando estou parada. Não me angustia absolutamente nada, nem acho que tenha de provar nada. Seja em que programa for, dou sempre o máximo. É sempre como se fosse a coisa mais importante da minha vida.
Sente-se uma segunda linha da SIC?
Não, não sinto mesmo. Quer dizer, se considerarmos a Júlia [Pinheiro] a primeira linha, sim, sou a segunda linha. Ela tem mais anos de profissão, já fez milhões de coisas, já passou por milhões de canais... mas em relação a mais ninguém.
Gostava de apresentar um formato de grande entretenimento, como 'Splash!' ou 'Big Brother'?
Nunca pensei nisso... também nunca estive em posição de pensar. Mas entre o 'Splash!' e o 'Big Brother', quinhentas mil vezes o 'Splash!'. Já não tenho paciência para o 'Big Brother'. Ainda vi o primeiro, e depois ia espreitando, mas agora já nem consigo ver. Não tenho curiosidade nenhuma, já me irrita. É um formato que já está gasto.
O que é que faz nos períodos em que está afastada da TV?
Escrevo livros [risos] e aproveito os meus filhos até à exaustão. Nestes últimos meses, virei-me completamente para a família e para a escrita.
Tem iniciativa para apresentar propostas à SIC?
Sempre tive. É isso que faz com que não tenha sequer pensado em sair da SIC. Sempre fui ouvida e sempre senti que havia um respeito enorme por mim e pelas minhas propostas. Estou sempre a apresentar projetos, muitas vezes para o cabo. No dia em que seja só apresentadora e não tenha a liberdade de entrar no gabinete da direção de programas, sentar-me e discutir propostas, vai ser muito aborrecido.
Já teve convites de outros canais?
Não. Quando tiver, a SIC vai ser a primeira a saber. Mas também nunca dei espaço para que isso aconteça porque estou feliz.
Nunca se sentiu menos reconhecida?
Claro. Mas os apresentadores são todos uns mimados. Têm um ego do tamanho do Mundo. Quando temos períodos maiores sem trabalhar, começamos a questionar: será que já não gostam de mim, já não pensam em mim? Estive desde dezembro sem trabalhar e houve momentos em que pensei assim. Mas depois percebi que isto passa.
Nunca tive nenhum momento em que me sentisse profundamente infeliz. Passa rápido. Depois olho para os meus filhos e começo logo a elaborar listas de coisas para fazer. Tenho a sorte grande de ser quadro da SIC e, portanto, do ponto de vista financeiro, a questão de estar em casa não se põe como grande angústia.
É uma privilegiada?
Completamente. Sobretudo porque tenho consciência do momento que estamos a viver e dos dramas das pessoas. Só o facto de ter trabalho e fazer o que gosto é um privilégio enorme. Não me vou queixar.
Rita Ferro Rodrigues nasceu a 16 de outubro de 1976. Estreou-se aos 16 anos, na RTP, com 'Caderno Diário'. Na SIC, começou na redação, onde esteve até 2005. Em 2006, passa para o entretenimento, para 'Contacto' e depois 'Companhia das Manhãs'. Regressa agora à TV generalista.
Sem arrependimento
Em 2006 trocou a informação pelos estúdios de entretenimento, mas diz não estar "nada arrependida". "O jornalismo foi uma boa escola, mas sou demasiado emotiva para o fazer. Enquanto tiver oportunidades no entretenimento, a hipótese de voltar ao jornalismo não se põe", diz a apresentadora.
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