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Correio da Manhã

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RTP conhece esta tarde argumentos do chumbo

O Conselho de Opinião da RTP vai esta tarde comunicar “formalmente” à administração da estação pública, as razões por que chumbou o nome de Felisbela Lopes, pró-reitora da Universidade do Minho, para Provedora do Telespectador.
23 de Abril de 2010 às 16:28
Felisbela Lopes
Felisbela Lopes FOTO: José Rebelo

“Somos um órgão deliberativo, colegial, com voto secreto. As conclusões não podem ser divulgadas assim... Não vamos alimentar os disparates que andam por aí a ser ditos, porque não votámos de olhos fechados”, comentou ao ‘CM’, Manuel Coelho da Silva, presidente do Conselho de Opinião, e um dos 29 membros deste organismo.

“O voto foi secreto, em urna fechada. O processo decorreu com toda a lisura. E cada um votou, em plena consciência e liberdade, com base no que leu, ouviu e reflectiu. A convicção das pessoas, sobre o que entendem ser melhor para o serviço público, tem de prevalecer sobre qualquer outro critério”, afirmou Manuel Coelho da Silva.

Lembra o presidente do Conselho de Opinião que o papel do Provedor do Telespectador é o de um “mediador”, “entre quem está dentro e fora” da RTP. “E o mediador tem de ser aceite e reconhecido por ambas as partes”.

Questionado sobre se o nome de Felisbela Lopes poderia voltar a ser apresentado pela administração da RTP para Provedora do Telespectador  ao Conselho de Opinião, Manuel Coelho da Silva esclarece: “Nada na lei o impede...Mas era preciso que os 23, dos 29 conselheiros que votaram, mudassem o sentido de voto”.

Na segunda-feira, a administração da RTP deverá tornar públicos os argumentos que conduziram ao parecer negativo.

 

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