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Correio da Manhã

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Rui Veloso exige 40% de quota

Rui Veloso não concorda com a nova Lei da Rádio, que deverá ser aprovada hoje na Assembleia da República (AR) e que prevê uma quota de 25 por cento de música portuguesa nas estações generalistas, e exige 40 por cento.
10 de Janeiro de 2006 às 00:00
O músico, que pauta a sua carreira por cantar em português, e dono da editora discográfica Maria, faz valer a sua voz para exigir uma quota bem mais alta. “É uma vergonha, porque há muita produção. Vinte e cinco por cento é mau para os músicos, compositores, autores e produtores”, afirma Rui Veloso, reclamando “40 por cento”.
A Assembleia da República deverá aprovar hoje a alteração à Lei da Rádio que prevê a existência de uma quota de 25 por cento para a música portuguesa. Uma medida polémica que tem dividido editoras discográficas e rádios. Os primeiros dizem que a medida peca por tardia e escassa. Os outros consideram que pode estar a assistir-se ao início do fim da diversidade de oferta e à quebra de audiências.
António Craveiro, administrador responsável pelas rádios do Grupo Media Capital – Rádio Comercial, Cidade, Best Rock e RCP –, é da opinião que, ao impor-se “uma limitação à escolha das músicas, alheia às preferências do auditório, pode levar a uma redução das audiências das rádios e, consequentemente, das suas receitas publicitárias”.
Sobre a possível desformatação das estações do grupo, que têm uma quota de música portuguesa entre os onze e os 16 por cento, António Craveiro mostra-se preocupado com “as rádios em geral”. “O que a lei garante é mais música portuguesa (seja qual for a sua definição ou qualidade).”
Quanto às rádios do Grupo Renascença – RR, RFM e Mega FM –, José Luís Ramos Pinheiro refere que não existe produção suficiente para as estações cumprirem com o exigido: “Não encontrando suficente produção de música portuguesa, uma rádio tem duas hipóteses: ou começa a desformatar-se e a passar música que não a pop ou limita-se a repetir um determinado número de músicas”.
Para Rui Pêgo, director da RDP, a mudança à lei não trará grandes consequências às suas rádios, pois já “estão obrigadas a emitir uma percentagem de música portuguesa”.
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