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Salvamento marítimo português ao nível dos Estados Unidos

Socorro no nosso país tem taxa de eficácia que ronda os 99 %. Cultura de segurança é fundamental.
Magali Pinto 30 de Setembro de 2019 às 01:30
Iniciativa Mar Seguro
Octávio Ribeiro, Diretor-geral do CM e da CMTV 
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Octávio Ribeiro, Diretor-geral do CM e da CMTV 
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Octávio Ribeiro, Diretor-geral do CM e da CMTV 
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
Iniciativa Mar Seguro
"Os níveis de eficácia em termos de salvamento marítimo em Portugal rondam os 99 por cento. Uma taxa semelhante à da Guarda Costeira norte-americana. Em Portugal existem dois centros de coordenação de busca e salvamento - um em Lisboa e outro em Ponta Delgada. É aqui que são recebidos os alertas e são disponibilizados os meios."

A revelação foi feita este domingo na última edição da iniciativa do CM Mar Seguro, que decorreu em Sesimbra.

A comandante Ana Reis, gestora do Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimo da Marinha Portuguesa, explicou ao detalhe como se ajuda quem está em dificuldades no mar.

"Temos um dispositivo permanentemente no mar, com navios. Temos outros que estão atracados e contamos naturalmente com outros meios, como a Força Aérea." A comandante considerou que a taxa de sucesso deve-se essencialmente à "cultura de segurança". A utilização dos helicópteros Merlin da Força Aérea ajuda a esta taxa de êxito.

"A cada três dias temos uma missão real e mesmo quando não temos treinamos para tal. Quando as condições são muito adversas temos de atuar", referiu o capitão piloto aviador Rodolfo Curto, que fez referência à passagem do furacão ‘Lorenzo’, já esta quarta-feira nos Açores.

A iniciativa Mar Seguro passou, nos últimos cinco meses, por várias comunidades marítimas, como Nazaré, Figueira da Foz, Caxinas, Peniche, Portimão, Olhão e este domingo terminou em Sesimbra. Começou pelos batismos de mar logo pelas 10h00.

Antes do concerto do cantor Toy, foi ainda realizado um simulacro pela Marinha Portuguesa. Centenas de pessoas estiveram presentes nas diversas atividades que decorreram em frente à Fortaleza.

Isabel Rodrigues, diretora-geral de Marketing da Cofina, referiu que se tratou de um projeto muito importante. "Abordámos várias questões, nomeadamente a da formação de pescadores", sublinhou.

"Falámos sobre segurança às comunidades marítimas"
"Esta iniciativa Mar Seguro permitiu, acima de tudo, ir ao encontro das comunidades marítimas falar sobre a sua segurança", começa por dizer ao CM o comandante Correia Guerreiro - chefe da Divisão de Segurança Marítima.

"Conseguimos abordar diversos aspetos, desde a questão do alerta, da preparação para a emergência e, no fundo, de como conseguir sobreviver no mar." Correia Guerreiro salientou que a prevenção é a palavra de ordem.

"Nós temos diversos programas, vamos às escolas, mas o alcance de uma iniciativa desta natureza de facto possibilita outra dimensão. Foi mesmo muito gratificante", concluiu.

DISCURSO DIRETO
Octávio Ribeiro, Diretor-geral do CM e da CMTV 
CM – Qual o balanço da iniciativa Mar Seguro?
Octávio Ribeiro – Foi um grande sucesso. Foi uma das duas grandes iniciativas que marcaram os 40 anos do Correio da Manhã. A outra foi a Coragem CM, que levou os cidadãos a denunciar casos que os atingiam ou de que tinham conhecimento. A iniciativa Mar Seguro andou pelo País, pela costa, a passar conselhos e a sensibilizar para a prevenção quando se vai para o mar.

CM - Era importante mostrar de que forma se pode sobreviver no mar em situação de acidente?
– Essencialmente aos pescadores. Foi esse o nosso foco de ação. Sabemos das vezes que se perdem vidas e que nos parece que podiam ser salvas e não é por falta de meios de salvamento, que são extraordinários em Portugal, graças à Marinha Portuguesa e à Força Aérea. É por falta de preparação, por falta de previsão de que o acidente pode acontecer.

CM - Esta iniciativa é para continuar?

– Esta iniciativa deixa na memória das pessoas que passaram por ela uma série de conselhos úteis. Para o ano teremos outras.
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