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Correio da Manhã

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Saraiva quer vender 50 mil exemplares

José António Saraiva, ex-director do ‘Expresso’ espera vender em média, no primeiro ano, 50 mil exemplares de ‘Sol’, o novo semanário que ontem apresentou à Imprensa e agências de meios e publicidade, em Lisboa.
4 de Maio de 2006 às 00:00
O projecto, em formato tablóide, conta com um primeiro caderno de 64 páginas, um suplemento de Economia (‘Confidencial’), uma revista (‘Tabu’) e um guia semanal (‘Essencial’), num conjunto “que reúne experiências de todos os jornais”, segundo o director. Do ‘Expresso’, semanário que Saraiva dirigiu durante 22 anos, bebe inspiração a primeira página de ‘Sol’ (ver fotos). “Sempre acreditei nas notícias curtas de primeira página porque dão ao leitor muita informação para ler”, frisou Saraiva sobre a aposta gráfica na coluna que acompanha a lombada do jornal.
Questionado sobre a similaridade gráfica da capa de ‘Sol’ e do ‘Confidencial’ com os congéneres do ‘Expresso’, o actual director do semanário do grupo de Pinto Balsemão escusou-se a comentários, frisando apenas: “Temos o nosso caminho decidido na afirmação do ‘Expresso’ como jornal de referência que é e continuará a ser”, disse ao CM. Também José Freire, porta-voz da Impresa, não quis comentar, notando apenas em ‘Sol’ “áreas similares ao ‘Expresso’ a nível editorial.”
Já sobre a anunciada contratação pelo ‘Sol’ de cerca de 20 jornalistas do semanário que dirige, Henrique Monteiro declina “cenários”, mas, “se assim for, veremos as pessoas que saem e a falta que poderão fazer”.
CRÓNICAS RECUPERADAS
Com um financiamento de seis milhões de euros (que está ser gerido pelo Millennium BCP e que Saraiva quer recuperar em três anos), ‘Sol’ recupera também as colunas de opinião dos directores aquando no ‘Expresso’ (e com referência às mesmas): ‘Política à Portuguesa’, de Saraiva, é agora convertida em ‘Política a Sério’, ‘Dito & Feito’ renova ‘O Que Eles Dizem’ de José António Lima, e Vítor Rainho, editor da ‘Tabu’, comenta a noite em ‘Depois do Sol’ (ou ‘Sol da Meia-Noite’, título por acertar).
Além das “novidade de conteúdos, interactividade com o leitor e frescura gráfica” do projecto, segundo o director, a fachada do edifício, na Baixa lisboeta, terá um painel luminoso com notícias constantes.
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