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Correio da Manhã

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Sátiras causam divisão no Vaticano

As imitações ao Papa Bento XVI e ao seu secretário, George Gens-wein, em vários meios de Comunicação italianos estão a provocar divisões no Vaticano. Uns defendem que a Santa Sé deverá ter mais sentido de humor e outros consideram, mesmo, que o que fizeram na rádio e TV é uma ofensa.
18 de Novembro de 2006 às 00:00
Maurizzio Crozza imitou o Sumo Pontífice num programa da estação televisiva italiana La7, imagens que já podem ser vistas no YouTube. À excepção de imitações da voz de João Paulo II, esta foi a primeira vez que se satirizou abertamente o líder da Igreja Ca
Maurizzio Crozza imitou o Sumo Pontífice num programa da estação televisiva italiana La7, imagens que já podem ser vistas no YouTube. À excepção de imitações da voz de João Paulo II, esta foi a primeira vez que se satirizou abertamente o líder da Igreja Ca FOTO: d.r.
Na televisão La7, Maurizzio Crozza apresenta várias personagens, entre elas Bento XVI, imagens que já podem ser vistas no ‘site’ YouTube. Na Viva Radio 2, é o humorista Rosario Fiorello que satiriza George Genswein.
À excepção de algumas imitações da voz de João Paulo II, foi a primeira vez que se satirizou abertamente o Papa. O Vaticano, ao contrário do que é habitual, nesta circunstância, quebrou o silêncio, produzindo um comunicado assinado pelo secretário pessoal do Papa. George Genswein pede para que terminem imediatamente as imitações.
“Um comentário do Santo Padre ou qualquer reacção seria, realmente, muito honrosa para essas pessoas”, disse Genswein, aludindo ao facto de Bento XVI não ter comentado a polémica.
O diário da Conferência Episcopal, ‘Avvenire’, também se pronunciou sobre o caso. Num editorial bastante crítico, a publicação apelidou de “cobardes” os humoristas, que “ridicularizaram as personalidades católicas”.
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