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Correio da Manhã

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Scolari, o pé descalço

Scolari, em cerca de duas horas, arranjou mais de uma centena de fãs. Percebe-se porquê: o seleccionador nacional de futebol deliciou os quadros do Grupo Impresa, presidido por Pinto Balsemão, com as histórias que lhes contou, nomeadamente a de aparecer em campo de pé descalço.
19 de Novembro de 2006 às 00:00
‘Liderança/Formação’ foi o tema que o brasileiro apresentou, no último fim-de-semana, no Algarve, aos quadros do grupo da SIC e ‘Expresso’, entre outros. Com o suporte de imagens, Scolari foi-lhes contando a história da sua vida, para, claro, explicar, por exemplo, como se motiva jogadores que não actuarão no imediato, como se disciplina uma equipa de ‘estrelas’ ou como se faz esses mesmos ‘craques’ ‘bater a bola’ bem baixinho.
O técnico sublinhou o quão importante era Figo para o balneário da Selecção e, até, imaginem, teve de falar sobre Vítor Baía quando lhe perguntaram as razões para nunca ter convocado o portista. Mas, neste caso, respondeu de forma genérica ou, para utilizar uma linguagem futebolística, chutou para canto.
De tanta história e muito humor, os cerca de 160 quadros jamais esquecerão, pelo menos, o episódio do pé descalço. Era Scolari um puto e apresentava-se, na companhia de um amigo, no seu primeiro clube. O seleccionador levava chuteiras e o companheiro não tinha dinheiro para elas.
A solidariedade resolveu o problema: o técnico, que era – e ainda é – destro, cedeu a esquerda ao amigo canhoto. Cada um com a sua chuteira, lá deram os primeiros pontapés a sério no mundo do futebol, que, como a história, vive muito da fraternidade, mas, também, do pragmatismo.
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