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Correio da Manhã

Tv Media
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Sei o que tenho de fazer para manter a fama

Patrick Dempsey, o actor que interpreta o papel de médico na série ‘Anatomia de Grey’, aprecia a família e a velocidade.
9 de Novembro de 2007 às 00:00
- Sente algum desgaste por manter durante muito tempo a personagem do Dr. Sheperd, que interpreta na série ‘Anatomia de Grey’?
- Concordo consigo, é algo desgastante. A série tem um enorme sucesso, por isso sinto que tenho de estar sempre no meu melhor.
- Imagino que o ritmo de gravar uma série e fazer um filme seja bem diferente...
- Oh, sim. Não há comparação. A série é sempre a andar, enquanto num filme podemos levar vários dias só para fazer uma cena. É o que sucedeu com a divertida comédia musical ‘Uma História de Encantar’.
- Realmente, nesse filme tem um papel quase anti-romântico...
- É verdade... (risos). Talvez para compensar o romance da série. Mas diverti-me imenso a fazer o filme. Penso que as pessoas vão gostar.
- Está em plena rodagem da quarta temporada desta série, que em Portugal é exibida pela RTP e canal Fox. O que podemos esperar de novo em ‘Anatomia de Grey’?
- Muitas coisas vão mudar. Entrarão novas personagens e muitas das histórias e dinâmicas entre as personagens que se desenvolveram na terceira temporada resolvem-se logo no início desta nova série.
- De quanto tempo é o seu contrato com a estação ABC para ‘Anatomia de Grey’?
- Julgo que são sete anos. A série já dura há quatro, o que significa que temos ainda três anos pela frente.
- Como é, realmente, o ambiente dentro da série? Todos sabem exactamente o que têm de fazer e cumprem essa rotina?
- Penso que as pessoas já estão todas muito habituadas a esse ritmo. É claro que no ano passado existiram algumas complicações, que, felizmente, foram ultrapassadas.
- Refere-se, seguramente, à altercação que teve com o actor Isaiah Washington por este ter tido um comentário depreciativo relativamente à sexualidade de T.R. Knight, que faz de Dr. O’Malley...
- Sim, foi um evento bastante comentado e empolado. Por se tratar de um programa com muita audiência, esse episódio teve ainda maior notoriedade, mas, enfim, são águas passadas. Aliás, hoje todos nos sentimos mais confiantes com o nosso próprio desempenho.
- No seu círculo de amigos já deixaram de lhe chamar McDreamy? Porque imagino que isso acontecesse, certo?
- É inevitável. Sobretudo os meus colegas das corridas, que às vezes me fazem passar um mau bocado. Principalmente agora que já existe um boneco com a minha cara. Por isso, ainda recebo alguns SMS com descrições do que pretendem fazer ao boneco... Acabo por me divertir, claro.
- Esse lado da fama não o irrita um pouco?
- Não, não me irrita nada. Penso que é bom ser conhecido.
- E hoje aprecia a fama que detém?
- Oh, sim! Adoro! É algo que eu abraço. Sem problemas. Gosto muito de ser famoso. Sei o que tenho de fazer para manter essa fama. Considero que não há nada de mal nisso.
- Em todo o caso, também teve os seus anos de menos sucesso. O que aprendeu durante esse mesmo período?
- Aprendi a nunca desistir. Mas também a ter uma vida fora deste meio, pois se não tivermos essa distância dificilmente nos sentiremos completos. Não interessa a fama ou o dinheiro que possamos ter mas sim a possibilidade de podermos estar bem connosco próprios.
- Este trabalho é bastante exigente, presumo.
- Bastante. São gravações durante seis dias por semana até Julho, por vezes intercaladas com algum filme que tenha oportunidade de fazer.
- No entanto, imagino que deseje ter mais tempo para a sua família...
- Claro que sim, nem é preciso dizê-lo. O que eu quero é chegar a um ponto em que possa estar com eles o tempo todo. Não agora, porque estou a gravar a série, pelo menos até Julho.
- O cinema é algo que corre paralelo ao seu trabalho para televisão?
- Sem dúvida, essas são oportunidades que não posso desperdiçar. Só assim poderei criar uma fundação sólida para a minha carreira, em alternativa a uma série de televisão. É isso que estou a tentar criar.
- O que me diz da greve dos argumentistas?
- Esse é o maior problema que temos actualmente nos Estados Unidos. Com isso a acontecer, toda a produção poderá parar. É algo deveras complicado. Eu até posso compreender os motivos da greve. No fundo, tem tudo a ver com novas tecnologias, como direitos de DVD e assim. Vamos ver se tudo se resolve.
UM ACTOR MESTRE NA ARTE DA SEDUÇÃO
O actor esteve para protagonizar ‘Dr. House’ e só chegou a ‘Anatomia de Grey’ pela desistência de Rob Lowe. No meio das gravações da quarta temporada encontrou uma aberta para compartilhar o que lhe vai na alma. É uma espécie de sedução a alta velocidade. De um lado, a paixão pelo trabalho e pela família, mas que é equilibrada pela vertigem dos ‘bólidos’ de corrida. Quanto ao trabalho na televisão, procura intercalá-lo com o cinema. Como sucederá em ‘Uma História de Encantar’.
'UMA HISTÓRIA DE ENCANTAR' ESTREIA A 29
Pode muito bem ser um dos filmes deste Natal. Imagine-se uma típica animação da Disney, com passarinhos a cantar, uma princesa (Amy Adams), o romance (com James Marsden) e, claro, uma bruxa má (Susan Sarandon). Reviravolta: devido a um feitiço, a Princesa boa aterra em plena Times Square, em Nova Iorque, onde conhece o hiper-racional Robert (Patrick Dempsey). Pela frente teremos muitas gargalhadas e a excelente música de Aan Menken até que estes dois pombinhos se entendam. Uma óptima surpresa para este Natal.
PERFIL
Nasceu a 13 de Janeiro de 1966. Nomeado para um Globo de Ouro pela série ‘Anatomia de Grey’, destacou-se em Hollywood nos anos 80. Casou duas vezes e tem três filhos da segunda mulher.
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