Barra Cofina

Correio da Manhã

Tv Media
2

SERÁ QUE É DESTA?

Contos de fadas sobre meninas pobres sem família e meninos que são ricos e bonitos, há muitos. Poucas histórias fizeram render tanto o peixe como esta versão de gata-borralheira. Depois de ter constado que iria terminar em 2002, chega agora nova previsão…
17 de Janeiro de 2003 às 19:28
SERÁ QUE É DESTA?
SERÁ QUE É DESTA?
Falou-se que poderia acabar no Natal ou na noite de Fim de Ano. A rainha das telenovelas portuguesas em termos de longevidade, “Anjo Selvagem” (TVI), com pelo menos 360 episódios garantidos, poderá dizer-nos adeus ainda neste mês. É o que consta, tanto mais que as gravações ficaram concluídas em Novembro.

Alguns vestidos de noiva depois, resta saber se é desta que termina a “história interminável”, ao que parece, com a rebelde maria-rapaz “Mariana” (Paula Neves) a dar o nó. Presume-se que com “Pedro” (José Carlos Pereira).

No entanto, até ao final, as aventuras da “trinca-espinhas” ainda nos podem surpreender. Tanto mais que o desfecho da história, mantido em rigoroso segredo pela TVI e a produtora NBP, tem sido descrito de várias maneiras. Basta salientar que “Mariana” anda, há muitos episódios, com o coração à toa para saber se há-de ficar com o seu mais antigo amor, “Pedro”, ou com a paixão recente, “Alex”. E há até quem diga que ela escapará da história sem nenhum deles, sozinha…

A personalidade vincada de “Mariana” foi, na opinião de muitos fãs deste êxito televisivo, um factor determinante para os prender à história que bateu o recorde do número de episódios da produção nacional de telenovelas. Nesse capítulo, “Anjo Selvagem” ultrapassou, também, o número de episódios de muitas telenovelas estrangeiras, designadamente norte-americanas, como a célebre “Dallas”, que se ficou pelos 356.

Uma gata-borralheira que se transforma em princesinha costuma ser mais dócil, mais feminina. Com a heroína de “Anjo Selvagem” é tudo diferente. Feminina quanto baste, que é como quem diz, quando quer, “Mariana” não se inibiu de vestir roupas de rapaz e uma boina a esconder-lhe a farta cabeleira, para, por uns tempos, fingir que era um rapaz. Mas o vestido de noiva estava à espera de “Mariana”, que isto do destino, há quem diga que não dá mesmo para
lhe fugir!

Se à terceira é que é de vez, podemos esperar vê-la chegar ao altar, depois de, por duas vezes, e com o mesmo vestido de tule bordado com flores brancas, ter desistido, em primeira instância, do matrimónio com “Pedro”, que se envolvia com outras mulheres e, pouco depois, com o primo dele, “Francisco” (António Pedro Cerdeira), de quem ela nunca gostou, apesar de ter aceite o noivado.
Ver comentários