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Sindicato de jornalistas da Tunísia condena detenção de profissionais por "pretexto falso"

Detenção, segundo o sindicato, foi realizada através de uma pessoa que afirmava ser um "funcionário de uma empresa de entregas".

21 de setembro de 2026 às 23:05

O Sindicato Nacional de Jornalistas Tunisinos (SNJT, na sigla em francês) condenou esta segunda-feira a detenção de uma "equipa de jornalistas" do site de informação Nawaat por um "falso pretexto", num comunicado publicado nas redes sociais.

A detenção, segundo o sindicato, foi realizada através de uma pessoa que afirmava ser um "funcionário de uma empresa de entregas", que informou a equipa de jornalistas de que "lhe tinham pago para os transportar para as suas instalações".

Ao chegarem ao local indicado, os jornalistas "ficaram surpreendidos" ao encontrarem "um veículo" em que viajava um "grupo de seguranças, vestidos à civil", que lhes pediu para subirem e fazê-lo "sem causar distúrbios".

Os jornalistas, segundo o SNTJ, declararam que a detenção foi acompanhada de "linguagem abusiva e tratamento degradante" por parte de alguns dos seguranças e que foram posteriormente levados para uma esquadra para serem interrogados no âmbito da "investigação sobre participantes" de alguns protestos convocados no sábado em solidariedade com os membros da Global Sumud Flotilla rumo a Gaza que foram detidos a 06 de março, por alegado branqueamento de capitais.

Os jornalistas detidos sofreram uma tentativa de "acesso aos seus telemóveis" por parte dos guardas e "recusaram-se" a entregar aqueles equipamentos, exigindo "uma autorização judicial" e um "esclarecimento" sobre a sua situação legal.

O sindicato denunciou que a detenção dos jornalistas com um "falso pretexto" e a sua transferência para um centro de segurança "sem aviso prévio" constituem uma "violação flagrante" da lei, ao mesmo tempo que alertou para o "perigo" que representa a "tentativa de acesso" aos telemóveis dos jornalistas.

A associação sindical exigiu às autoridades tunisinas a abertura de uma "investigação administrativa" sobre as "violações cometidas" contra os jornalistas detidos.

Desde que o presidente tunisino, Kais Said, assumiu plenos poderes, em 2021, e reformou o sistema político e a Constituição, organizações internacionais tem vindo a denunciar uma intensificação da "repressão" à imprensa, aos dissidentes e a vozes críticas em geral.

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