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Correio da Manhã

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Sindicato quer que RTP Madeira tenha emissão própria e transmissão na TDT

Coordenador nacional afirmou que a RTP regional "já não consegue produzir, ao longo do dia, conteúdos exclusivos para alimentar o canal".
Lusa 10 de Maio de 2022 às 16:44
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TDT FOTO: iStockPhoto
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTAV) pediu esta terça-feira intervenção do parlamento madeirense junto do poder político nacional para que a RTP Madeira tenha emissão própria e com transmissão na Televisão Digital Terrestre.

Segundo um comunicado enviado pela Assembleia Legislativa da Madeira, o coordenador nacional do SINTAV, Nélson Silva, foi esta terça-feira recebido pela vice-presidente daquele órgão, Rubina Leal, numa audiência onde foram transmitidas as preocupações dos trabalhadores e os constrangimentos que afetam o canal.

Nélson Silva afirmou que a RTP regional "já não consegue produzir, ao longo do dia, conteúdos exclusivos para alimentar o canal", defendendo que deveria haver produção própria.

"Mas, para isso, é preciso mais recursos humanos e mais alguns recursos técnicos", reforçou.

O dirigente sindical defendeu que "o que é feito na Madeira deve chegar a todos os portugueses, em igualdade de circunstâncias, já que pagam o serviço público de televisão, de rádio e das plataformas digitais".

"Era bom que a RTP Madeira e Açores pudessem estar na TDT (Televisão Digital Terrestre) de livre distribuição e não apenas da rede de televisão por cabo", apontou.

De acordo com o parlamento madeirense, os sindicalistas denunciaram também as dificuldades dos trabalhadores da RTP na evolução de carreira, assim como "a estagnação salarial, a falta de formação e a polivalência abusiva".

"A precariedade na empresa está aceite e generalizada. É preciso trazer estabilidade a estas pessoas", afirmou Nelson Silva, acrescentando que "muitos dos precários têm anos de trabalho e exclusividade para a RTP".

O sindicalista realçou ainda a importância do desenvolvimento tecnológico: "É preciso que o poder político se sensibilize para o serviço público de televisão e de rádio e que possa desenvolver com seriedade as plataformas digitais".

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