Aos 32 anos, este jovem profissional da Plural tem nas mãos o destino de ‘Morangos com Açúcar’ e de ‘Meu Amor’, da TVI. O segredo, revela à Correio TV, é “ trabalho e dedicação”.<br/>
- Como concilia ser coordenador de projecto e realizador de dois êxitos da TVI?
Trabalhando quase sete dias por semana, 14 horas por dia. Tento gerir as duas coisas em simultâneo. É mais difícil fazer ‘Morangos’, mas, como já os faço desde o início, há seis anos, é-me mais fácil a sintonia de um projecto para o outro.
- Como é o seu trabalho?
Tudo começa na sinopse, cuja escolha faço juntamente com a equipa de autores, e na escolha do elenco, com a TVI.
- Está nas suas mãos alterar o rumo de uma personagem, criar cenários, escolher o guarda-roupa?
Sim, desde a escolha do guarda-roupa, dos cabelos, dos cenários, da iluminação, há muito a fazer.
- Escolhe as músicas?
Também. E isso tornou-se ainda mais importante na escola de artes dos ‘Morangos’. Faz-se uma gestão diária juntamente com o Miguel Martins, coordenador musical de todas as novelas da TVI. E decidimos que temas é que encaixam em cada personagem, que actor canta melhor determinado tema. Eu sou o elo de ligação entre todos os departamentos.
- O que faz depois de receber as sinopses dos autores da Casa da Criação?
Leio os episódios, dois por dia, o que dá cerca de 150 páginas de texto para ler diariamente, visiono 50 minutos de ‘Morangos’ e 50 de ‘Meu Amor’, tenho reuniões criativas, tenho de garantir que os actores se sentem confortáveis com aquilo que fazem, ver como se estão a desenvolver os personagens, o que há a alterar e gerir eventos especiais.
- Um evento especial no enredo implica trabalho extra?
Sim. Há que definir onde e em que cenário, de quantos figurantes precisamos, de quantas câmaras e gruas.
- Há muitos imprevistos?
- Há. Por exemplo, um actor adoece e há que decidir como alterar ou retirar o personagem de cena. Às vezes encaixamos os imprevistos nas cenas, como um actor que parte um dedo e tem de andar com uma tala. Já aconteceu numa série anterior de ‘Morangos’. E, se chove, mas a cena tem de ser gravada, há que decidir como se altera essa cena.
- Como sentiu o convite para coordenar ‘Meu Amor’?
Como um desafio. Eu já tinha realizado novelas de prime-time, mas não como coordenador. Voltar a fazer uma novela da noite é voltar a fazer histórias dramáticas e mais densas. Embora seja um apaixonado pelos ‘Morangos’, chegamos a uma fase da carreira em que queremos fazer algo com maior densidade. E estou a trabalhar para outro público.
- É mais complexo gravar a série juvenil ou a novela?
A mais complexa é, sem dúvida, a série. A experiência dos anos disse-nos a nós, à Plural, que os ‘Morangos com Açúcar’ é o projecto mais complicado que alguma vez gravámos em Portugal.
- Porquê?
Começa pela inexperiência dos actores, que implica muitos ensinamentos. Além disso, o elenco é mais numeroso. O outro ponto é trabalharmos com jovens, que, tal como os adultos, têm dificuldades e problemas, mas com proporções muito maiores. Qualquer drama existencial na vida de um jovem ganha uma proporção maior. Somos quase psicólogos. Uso muita da minha experiência de vida para os ajudar.
- Gravam-se mais cenas em ‘Morangos com Açúcar’?
Sim, e demoram muito mais. Um episódio da noite tem entre 35 a 40 cenas e um de ‘Morangos’ 50 a 60.
- Sempre vai ser feito o filme ‘Morangos com Açúcar’?
Está na mesa. Há possibilidades, sim.
- E você vai coordenar?
Posso ser eu ou não. Estamos a pensar.
- Qual o segredo para, tão jovem, ter tais responsabilidades na Plural?
O grande segredo é ser apaixonado pelo que faço, mas, também, muitas horas de trabalho e dedicação.
- Como começou na produtora Plural, antiga NBP?
Entrei há dez anos como assistente de realização, no primeiro grande sucesso da TVI, ‘Todo o Tempo do Mundo’. Logo passei para primeiro assistente e, em ‘Super Pai’, tornei-me realizador. Realizei ainda ‘Amanhecer’, ‘O Teu Olhar’, ‘Morangos’, três ‘Casos da Vida’ e ‘Dei-te quase Tudo’.
- Também já trabalhou em teatro. É caso para perguntar: começou aos quinze?
- Vamos ter outro La Féria?
Diferente, espero eu.
SEGREDO REVELADO EM MEU AMOR: O BERNARDO VAI REAPARECER
Hugo de Sousa revela à Correio TV o mistério que envolve a suposta morte de Bernardo, personagem de Marco D’Almeida. Como fica no ar para o telespectador, este não morreu no acidente de avião. O coordenador confirma: “O Bernardo de ‘Meu Amor’ vai aparecer. Ele volta”. E, como o título da novela sugere, volta para o seu amor, Mel (Rita Pereira). O realizador e coordenador de ‘Meu Amor’ diz, a propósito, que trabalhar com tantos nomes consagrados nesta produção “é um privilégio”. Hugo de Sousa conhecia quase todos. E exemplifica: “Com o Nicolau Breyner fiz ‘Morangos’ e, no teatro, comecei com a Margarida Marinho”.
PERFIL: ARRANQUE AOS 17
Hugo de Sousa tem 32 anos, é solteiro e natural de Lisboa. Tem uma pós-graduação em Realização de Cinema, Rádio e Teatro. Estudou em Inglaterra. Começou a carreira aos 17 anos e, desde então, já trabalhou em mais de 20 peças de teatro, no som, luz e fotografia de cena e como assistente de encenador. Realizou cinco novelas da TVI, a mais recente, ‘Meu Amor’, que também coordena. Realizou todas as séries de ‘Morangos com Açúcar’ e coordena o projecto desde a série V. Já realizou spots publicitários.
O VAMPIRO ALEX
Uma tónica constante nos episódios de ‘Morangos com Açúcar VII’ é a dúvida de uma jovem sobre se Alex (José Fernandes) é um vampiro. Hugo de Sousa desmistifica: "Nós ficcionamos a realidade. E os vampiros não são uma realidade". O coordenador do projecto explica: "Acontece que estamos numa era em que os vampiros voltaram a ser falados. E, como é lógico, há muitos jovens de dez, 12 ou 14 anos que ainda ficam na dúvida se há ou não vampiros. Então, jogamos com isso!" Hugo de Sousa lembra: "Há uma única personagem que acredita nisso. E o facto de o Alex pintar os olhos com eyeliner mostra que ele próprio gosta de provocar essa fama". E revela: "Mas ele esconde um segredo, que se verá mais tarde".
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