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'The Moscow Times' abandona edição em papel e passa a digital

Jornal era de distribuição gratuita e distribuído em hotéis e cafés frequentados por estrangeiros.
6 de Julho de 2017 às 23:51
Última capa do 'The Moscow Times' em papel
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Última capa do 'The Moscow Times' em papel
Última capa do 'The Moscow Times' em papel
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Última capa do 'The Moscow Times' em papel
Última capa do 'The Moscow Times' em papel
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Capa do 'The Moscow Times'
Última capa do 'The Moscow Times' em papel
O principal título russo em inglês, o 'The Moscow Times', criado pouco depois da queda da União Soviética, publicou esta quinta-feira a sua última edição em papel, com um emotivo editorial, onde recordou os 25 anos da publicação impressa.

"De 1992 a 2017, de bissemanal a diário e a semanal outra vez, do ptreto e branco à cor, o 'The Moscow Times' fez história, lembra-se no texto, intitulado 'Goodbye' (Adeus).

"Há 25 anos, o 'The Moscow Times' nasceu de forma abrupta, inesperada e caótica, tal como a Rússia independente", adianta o editorial do último número, que reproduz na capa o primeiro exemplar do periódico.

Lembra ainda que a primeira equipa de repórteres e editores do jornal teve que "entrar em águas inexploradas", mas conseguiu que o 'The Moscow Times' se tornasse "a principal fonte de notícias em Inglês na Rússia".

Porém, as turbulências neste meio de comunicação, preferido por um grande número de empresários e trabalhadores estrangeiros que chegaram ao país desde o fim da URSS, começaram no final da década de 1990, com a crise financeira que levou a Federação Russa à suspensão parcial de pagamento da dívida externa.

As dificuldades foram especialmente patentes desde há dois anos, quando o título mudou de dono.

Pouco depois, o 'The Moscow Times', conhecido também por servir de "fonte de inspiração" para diplomatas e jornalistas estrangeiros pela diversidade da sua informação, pela profundidade das notícias e pela análise da vida política do pais, anunciou que passava a semanário.

Este anúncio foi seguido pela demissão do seu diretor, Nabi Abduláyev, o primeiro russo a ocupar o cargo até então reservado a jornalistas anglo-saxões, que alegou "diferenças" com os novos proprietários.

O jornal era de distribuição gratuita e distribuído em hotéis e cafés frequentados por estrangeiros.

"Muitos jornalistas estrangeiros serviam-se dos conteúdos do jornal para encontrar boas histórias e muitos repórteres que se formaram no 'The Moscow Times' vieram a integrar importantes meios mundiais", afirmou hoje Abduláyev, em declarações à agência Efe, lembrando que "quatro jornalistas do 'The Moscow Times' receberam o prémio Pulitzer já quando trabalhavam no 'The Wall Street Journal' e no 'The New York Times'".

Entre as razões avançadas para a alteração agora decidida, Abduláyev mencionou o auge da imprensa digital e a redução do número de expatriados que não falam russo.

"Há muitos mais estrangeiros que falam russo agora, do que há 15 ou 20 anos", avançou.
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