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Correio da Manhã

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Trabalhadores da RTP arrasam Nuno Artur Silva

Comissão critica administrador por ainda ser dono da Produções Fictícias e do Canal Q.
Duarte Faria 15 de Janeiro de 2018 às 08:38
Nuno Artur Silva
Nuno Artur Silva
Nuno Artur Silva
Administrador Nuno Artur Silva
Administrador Nuno Artur Silva
Nuno Artur Silva chegou à RTP em fevereiro de 2015, assumindo o cardo de administrador com o pelouro dos conteúdos
Nuno Artur Silva
Nuno Artur Silva
Nuno Artur Silva
Administrador Nuno Artur Silva
Administrador Nuno Artur Silva
Nuno Artur Silva chegou à RTP em fevereiro de 2015, assumindo o cardo de administrador com o pelouro dos conteúdos
Nuno Artur Silva
Nuno Artur Silva
Nuno Artur Silva
Administrador Nuno Artur Silva
Administrador Nuno Artur Silva
Nuno Artur Silva chegou à RTP em fevereiro de 2015, assumindo o cardo de administrador com o pelouro dos conteúdos
Está instalada a guerra na RTP. Numa altura em que o Conselho Geral Independente (CGI) se prepara para nomear a nova equipa de gestão da empresa pública (ver caixa), Nuno Artur Silva (administrador com o pelouro dos conteúdos) está debaixo de fogo. A tensão entre os trabalhadores da empresa pública e o gestor agravou-se na última semana, depois de ter sido noticiado que as séries ‘País Irmão’ e ‘Excursões Air Lino’, em exibição, estiveram ligadas à Produções Fictícias (PF), empresa da qual é dono, antes de chegarem à RTP.

Num comunicado a que o CM teve acesso, a Comissão de Trabalhadores (CT) arrasa o administrador e o facto de este continuar ligado à PF, enquanto toma decisões na RTP, numa situação que considera ser um "claro conflito de interesses".

"É necessário perceber se o atual modelo de gestão não se terá transformado no contrário daquilo que diz ser, se em vez de servir para impedir a ‘governamentalização’ da RTP, não servirá antes como ‘tranca jurídica’ que permite manter o ‘status quo’ na empresa e o ambiente de permanente negócio que a rodeia, seja qual for o governo da República", afirma a CT.

Os trabalhadores da RTP exigem esclarecimentos e garantem que vão levar o caso "aos órgãos competentes internos e externos" da empresa: ao Conselho de Opinião, ao Conselho Geral Independente e aos ministérios das Finanças e da Cultura.

No mesmo documento, a CT afirma ainda que a RTP tem "neste momento um grave problema de supervisão", uma competência do CGI, uma vez que conta com "um diretor de programas [Daniel Deusdado] que passou a sua produtora de vídeo para a posse da mulher, um administrador para a área dos conteúdos [Nuno Artur Silva] que tem um canal de televisão [Canal Q] em concorrência direta com a própria empresa e um colaborador [Virgílio Castelo, contratado como consultor] que emite pareceres sobre a aquisição de projetos de ficção em que participa como ator".

CGI nomeia nova  administração da empresa em breve
A nomeação da próxima administração da RTP deverá ficar concluída até ao fim deste mês. Fonte do Conselho Geral Independente disse ao CM que "talvez na próxima semana já haja novidades". Tal como o CM revelou na semana passada, Gonçalo Reis e Nuno Artur Silva deverão ser reconduzidos. A dúvida recai sobre a administradora financeira Cristina Vaz Tomé.

Prometeu vender
Quando assumiu funções como administrador, em 2015, Artur Silva prometeu vender a PF. Mas, até agora, tal não aconteceu. A RTP está proibida de fazer negócios com a produtora.

Lei não "obriga"
Numa reunião com os trabalhadores na passada quinta-feira, o gestor afirmou que a lei não o "obriga" a vender a PF e o Canal Q. Detém 100% de ambos.

Sempre em silêncio
O CM pediu, por várias vezes, esclarecimentos a Artur Silva desde que este é administrador da RTP. Nunca respondeu.
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