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Correio da Manhã

Tv Media
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TVI PRIMEIRA EM RENTABILIDADE

O director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, deu ontem à tarde as boas- -vindas a Carlos Ribeiro no programa "A Vida É Bela", que regressou de férias. E foi lá que, pela primeira vez, respondeu a Manuel S. Fonseca, director de programação da SIC, que acusou a TVI de ter uma grelha de programação monocultural, e não variada ao longo do dia como a SIC.
3 de Setembro de 2003 às 00:00
A Vida É Bela, da tvi, regressou ontem de férias
A Vida É Bela, da tvi, regressou ontem de férias FOTO: Manuel Moreira
Moniz ripostou e entre uma declaração e outra adiantou que o objectivo da estação não é ser líder de audiências, mas sim "garantir ser a primeira em rentabilidade em Portugal".
"Nunca vão ouvir da minha boca, em qualquer circunstância, dizer que o objectivo da TVI é ser líder de audiências em Portugal. O que vão ouvir é dizer que a TVI quer garantir ser a primeira em rentabilidade em Portugal. Tem-no sido e vai continuar a sê-lo. Quero ter uma boa posição em 'prime-time', confirmo isso a cem por cento, aliás já o temos. Tudo o que venha em adição a isso é fantástico", explicou.
E deixa bem claro que a preocupação da estação de Queluz de Baixo é "concentrar investimento num único período que vale a pena fazê-lo, que é das 19h00 às 00h00".
"Aí, vamos investir nas alturas em que há espectadores e em que há dinheiro disponível de investimento comercial. Não vamos fazê-lo fora disso, não podemos dar-nos a esse luxo. Não temos um sócio brasileiro que nos forneça produtos baratos nem temos o Estado a pôr-nos dinheiro cá dentro quando precisamos. Temos de fazer tudo sozinhos", referiu.
BB E MALUCOS DO RISO
Com uma postura bastante calma, José Eduardo Moniz afirmou que Manuel S. Fonseca "é a pessoa que mais gosta de utilizar o termo monocultura quando se refere à TVI". "Mas quem tem monocultura em Portugal em termos televisivos é a SIC, que dá seis novelas por dia, desde as 16h00 à meia-noite e tal. A única nuance nessa monocultura é outra monocultura chamada 'Os Malucos do Riso' que tem não sei quantos anos de presença televisiva em Portugal. Portanto, inovação, conservadorismo e manutenção cultural estão do lado da SIC, ou do nosso lado? Aquilo que fazemos é, dentro da nossa grelha de ficção, variá-la profundamente com inúmeros géneros. Tomara os outros poderem fazer o mesmo que nós fazemos".
Em relação às audiências de segunda-feira, que colocaram o "Big Brother" na terceira posição na tabela dos programas mais vistos do dia e abaixo da série "Os Malucos do Riso", que ficou em segundo lugar, Moniz advertiu para o facto do "reality-show" não ter perdido para o programa humorístico da SIC.
"O 'Big Brother' não ficou abaixo de 'Os Malucos do Riso'. Estes do Riso têm uma duração diferente do 'Big Brother ', começou cinco minutos depois e, como toda a gente sabe, vive de um intervalo de 15 minutos que a RTP proporciona. Ou seja, é um programa curto com um intervalo de 15 minutos. Experimentem fazer um intervalo dentro de 'Os Malucos do Riso' e cá estarei para ver".
Quanto à quarta edição da novela da vida real, José Eduardo Moniz espera que as audiências sejam boas. "Vi a estreia no domingo e gostei. Acho que foi um excelente programa", adiantou, revelando que não tem nenhum favorito entre os concorrentes.
REGRESSO AOS ECRÃS SEM DATA
José Eduardo Moniz já confirmou o seu regresso aos ecrãs. Ontem o director-geral da TVI voltou a falar no assunto, afirmando contudo ser prematuro falar no formato e em datas. O CM sabe, contudo, tratar-se de um regresso pensado para Outubro, tratando-se de um programa de informação/debate, que pode adoptar um estilo não muito distante do agora extinto 'Flashback' da TSF. Quanto ao dia de exibição, a grande dúvida do responsável máximo do quarto canal era a opção entre as noites de sexta-feira ou de sábado. Uma dúvida à qual Moniz ontem apenas respondeu com um sorriso. Recorde-se que Moniz está fora dos ecrãs desde que chegou à TVI, sendo a excepção as últimas eleições autárquicas. De resto, apenas aparições fugazes, para falar em nome da estação.
MADEIRENSE JOEL NÃO GOSTA DE SEXO ORAL
O espanto tomou ontem conta da casa do "Big Brother 4" quando Joel Silva, o novo Zé Maria, o residente que conquistou Teresa Guilherme pela sua ingenuidade, romantismo e sensibilidade disse à boca cheia: "Não gosto de sexo oral a não ser que me façam a mim".
A frase bem que podia ter sido dita por todos os moradores, excepto pelo estudante de prótese dentária, que com o seu sotaque madeirense é, no segundo dia de vida do concurso, o mais popular da casa.
Numa fase em que todos se procuram conhecer - e que até agora só têm mostrado as suas qualidades -, os novos residentes da Venda do Pinheiro acharam por bem jogar ao "Verdade ou Consequência". E foi durante o desafio que o madeirense Joel não teve pruridos e proferiu tal declaração. Os colegas ficaram um tanto ou quanto espantados. Talvez Joel tenha respondido a verdade sem pensar nas consequências. Pouco depois, surgiu outra declaração sui generis. Quando questionado sobre a sua fantasia sexual, o funchalense não foi de modos e respondeu: "Fazer amor em cima de uma máquina de lavar roupa em funcionamento". Ora perante as duas frases, de ingénuo é que Joel não tem nada.
Aos 21 anos, o residente diz-se muito sensível e que dá muita importância às relações humanas. A frase que melhor o define é: "As melhores coisas não são vistas nem tocadas, mas sim tocadas pelo coração". Se ingénio não é, romântico não há dúvida.
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