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Ucrânia desiste de participar na Eurovisão

Pressões políticas na origem da desistência.
Lusa 27 de Fevereiro de 2019 às 20:42
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018
Atuação da Ucrânia na Eurovisão de 2018

A Ucrânia renunciou esta quarta-feira a participar no festival da Eurovisão, depois de a televisão pública ucraniana não ter conseguido um acordo com nenhum dos três primeiros classificados nacionais, nomeadamente a vencedora, que acusa a estação pública de pressão política.

A UA:PBC, estação pública de televisão da Ucrânia, anunciou esta quarta-feira, de acordo com as agências internacionais de notícias, que "renuncia a participar no festival internacional da canção da Eurovisão 2019", que decorre em maio, em Israel, país de origem da vencedora da edição de 2018, que decorreu em Lisboa.

A Ucrânia tomou a decisão de se excluir da edição deste ano depois de a vencedora do concurso nacional, Maruv, ter renunciado, na segunda-feira, a representar o país por pressões políticas, segundo afirmou, numa decisão secundada ainda no mesmo dia, pela segunda classificada e, esta quarta-feira pela terceira.

"Sou cidadã ucraniana, pago impostos e amo a Ucrânia com toda a sinceridade. Mas não estou disposta a atuar sob lemas que convertem a minha participação no concurso numa campanha de promoção dos nossos políticos", escreveu Maruv na sua página na rede social Facebook.

Maruv, cujo nome é Anna Korsun e que ganhou no sábado o concurso na Ucrânia com a canção "Siren Song", negou-se a assinar o contrato 'leonino' proposto pela UA:PBC.

O contrato proibia improvisos na atuação e obrigava a cantora a ceder os direitos de autor e a relacionar-se com a imprensa apenas com autorização da UA:PBC.

Entre outras condições, figurava ainda a de se negar a atuar na Rússia e a ser especialmente cuidadosa ao abordar o tema da integridade territorial da Ucrânia ou fazer declarações públicas que pudessem prejudicar a imagem do país na arena internacional.

Freedom Jazz e KAZKA, segundo e terceiro classificados na competição ucraniana, respetivamente, também não chegaram a acordo com a televisão pública do país, o que motivou a desistência da participação na Eurovisão este ano.

"Quando milhares de heróis morrem na frente pela integridade territorial da Ucrânia, o Estado deveria estar representado por artistas dignos, patriotas da Ucrânia, que estejam cientes da sua responsabilidade", informou o Ministério da Cultura de Kiev.

O júri fez perguntas políticas aos concorrentes durante o concurso televisivo para eleger o representante da Ucrânia, entre as quais se consideravam que a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, é território ucraniano.

A European Broadcasting Union (EBU), responsável pela organização do festival da Eurovisão, afirmou, em comunicado, divulgado na página oficial do certame, que lamenta a decisão, que mantém conversações sobre a matéria com a televisão ucraniana e que espera que a Ucrânia regresse ao festival em 2020, acrescentando que, "apesar disso, por agora, aguarda ansiosamente pelo que se perspetiva já como um fantástico evento em Tel Aviv, em maio".

A Ucrânia juntou-se ao festival da Eurovisão em 2003, tornando-se rapidamente num dos países com maior sucesso na competição, ao atingir sempre a fase final e conseguindo duas vitórias em 15 anos de participação, recorda o 'site' oficial do concurso.

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