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Correio da Manhã

Tv Media
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Um bom regresso ao ecrã

Mesmo com debilidades na estrutura do novo ‘Jornal Nacional’ de sexta, o regresso de Manuela Moura Guedes ao ecrã reforçou a qualidade da oferta informativa da TVI. Trouxe energia e ritmo ao mundo da Informação que estava a reduzir-se ao espectáculo
16 de Maio de 2008 às 00:00
Um bom regresso ao ecrã
Um bom regresso ao ecrã

Desde há algum tempo que a Informação voltou a ser a menina dos olhos de ouro das nossas televisões. Nem sempre pelas melhores razões, porque os telejornais tornaram-se reféns dos acidentes de viação, dos assassínios e dos ‘fait-divers’. Os directos servem para tudo e, especialmente, para nada. Mas vivemos na gloriosa época da ‘informação-entretenimento’, uma espécie de ficção televisiva com casos verdadeiros. A maioria dos telejornais arrasta-se agora durante cerca de uma hora e meia, e para sabermos o que se passou no Mundo (se não foi um caso de pedofilia, uma perseguição ou uma catástrofe) temos de ligar por volta das nove da noite. Curiosamente a TVI está a fazer uma inflexão a nível da oferta televisiva, dando-lhe mais conteúdo (ao contrário da SIC, incompreensivelmente mais ‘espectacular’). A chegada das boas entrevistas de Constança Cunha e Sá, às terças, reforçou isso. Mas o momento culminante foi o regresso de Manuela Moura Guedes, às sextas. Conhece-se o estilo dela, o que não permite grandes opções: ou se gosta, ou não se gosta. Mas o novo formato do ‘Jornal Nacional’ das sextas mostrou pormenores bons e alguns a afinar. A TVI aposta num bloco de informação onde se cruzam análises e entrevistas, que permitem uma análise mais sólida das grandes notícias. Foi interessante ver Carvalho da Silva e Bagão Félix dirimirem argumentos sobre o novo Código do Trabalho. O futebol, claro, esteve presente. Mas notou-se que havia falta de notícias entre blocos grandes. Talvez uma maior agilidade (estilo: notícias, destaque, notícias, destaque) desse mais ritmo ao ‘Jornal Nacional’ de sexta. Mas mexeu-se na estrutura cada vez mais tradicional dos grandes blocos informativos em Portugal, e isso é de salientar. Resta uma questão importante: o trunfo Vasco Pulido Valente é forte, mas a forma como é apresentado deixa algo a desejar. Ou os comentários são mais pequenos (até porque são lidos) ou Pulido Valente deveria estar (em directo ou gravado) a falar sobre as ‘frases televisivas’. Assim resulta pouco. Mas, seja como for, é um bom regresso de Manuela Moura Guedes ao ecrã.

CABO

OS RICOS

Há séries desconcertantes e ‘Os Ricos’ é uma delas. Uma família de nómadas que viaja numa caravana, vivendo de expedientes (o mais comum deles é enganar e roubar os incautos), acaba por se desentender. Wayne Malloy, Dahlia e os três filhos, na fuga, sofrem um acidente que causa a morte de um casal, cuja identidade eles vão assumir. Mas este casal, que ia começar a viver nos subúrbios de uma cidade americana, é de classe média, com valores e amigos bem diferentes daqueles com que os Malloy estavam habituados a viver. Há aqui, claro, uma grande dose de humor e de comédia, mas há também uma perspectiva cínica sobre o ‘sonho americano’ e a forma como ele se concretiza. Esta série, criada por Dmitry Lipkin, seria quase impossível de se tornar realidade sem a presença de dois grandes comediantes britânicos – Eddie Izzard e Minnie Driver. Um verdadeiro prazer.

VER NA TV

NOS PASSOS DE MAGALHÃES

Promete bastante a série em que Gonçalo Cadilhe segue a rota do navegador que mostrou que havia uma ligação entre os mundos do Atlântico e do Pacífico. E lança uma série de questões sobre a sua vida.

DESLIGAR

VILA FAIA

Continua a sua rota solitária. É o chamado tiro no pé. Um diálogo, terminava mais ou menos assim: 'Não há problema em acordares o Miguel. Ele dorme como os deputados na Assembleia'. Desculpe?

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