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Correio da Manhã

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VAMOS SER AINDA PIORES

"Os nossos comentários serão mais duros nas semifinais. Somos responsáveis por estes candidatos estarem nas semifinais. Eles têm de corresponder às nossas expectativas e surpreender- -nos. Caso não consigam, vamos ser ainda piores", afirmou peremptoriamente Manuel Moura Santos, um dos elementos mais "severos" do júri de "Ídolos".
2 de Outubro de 2003 às 00:00
Os candidatos escolhem as canções que vão apresentar nas semifinais
Os candidatos escolhem as canções que vão apresentar nas semifinais FOTO: Manuel Moreira
Com a frontalidade que lhe é bem conhecida do pequeno ecrã, ontem, em conferência de imprensa, Luís Jardim, Sofia Morais, Ramon Galarza e Manuel Moura Santos não pouparam nos "avisos à navegação" e relembraram que "procuram uma estrela e não um qualquer talento mediano". "Não podemos estar a nivelar por baixo, se queremos ter um Sting em Portugal", justificou, por sua vez, Luís Jardim.
Além da voz, postura e apresentação, os candidatos terão de mostrar agora a sua inteligência artística. "Eles têm de ser inteligentes ao escolher os temas que vão cantar. Se não escolherem canções adequadas ao timbre e à extensão da sua voz, podem espalhar- -se", advertiu, por seu lado Luís Jardim.
Nesta fase do programa, o júri deixa de ter poder decisivo, mas vai opinar sobre as actuações, com o intuito de influenciar a opinião pública. "A nossa avaliação fará com que o público identifique as mais-valias ou as falhas dos candidatos. Desta forma pretendemos influenciar a votação", disse Ramon Galarza.
"Esperamos que o público não vote apenas porque simpatiza com os candidatos, mas que tenha a noção que 'Ídolos' procura uma estrela para o mercado discográfico internacional", afirmou Manuel Moura Santos. "Em Portugal, é complicado porque as pessoas não têm formação musical. Aliás, esse foi o maior problema dos candidatos da primeira fase do programa: os miúdos não têm cultura musical. Não sabem o que são tempos ou o que é a afinação. Alguns só sabem cantar uma única canção, aquela que prepararam meses em casa", reforçou Luís Jardim.
LUÍS JARDIM GARANTE DISCO A DOIS FAVORITOS
O presidente do júri, Luís Jardim, já escolheu os seus candidatos favoritos e garantiu que "caso estes não ganhem o programa ou não recebam propostas profissionais", irá "contratá- -los para gravarem um disco em Londres".
"Entre os 30 finalistas, há um rapaz e uma rapariga fantásticos. Os dois miúdos têm tudo para serem estrelas da pop internacional. Têm potencialidades raramente vistas em Portugal. Mesmo que o público não os escolha para disputarem a final, eu mesmo irei levá-los para gravarem um disco em Londres", garantiu.
Esta decisão justifica-se porque as duas "estrelas misteriosas" podem não cair nas "boas graças" dos telespectadores, tornando-se vítimas do "democrático" sistema de votação, e nem sequer chegarem ao final do programa. A própria Sofia Morais reconheceu que o público poderá "não seguir as indicações do júri", especialmente "se não simpatizar com este".
Mas não há razão para os restantes candidatos se alarmarem. Conforme lembrou Moura Santos, "qualquer candidato que tenha qualidade poderá ser repescado para um projecto". "Os profissionais da música portuguesa estão a ver o programa em casa e sabem reconhecer o verdadeiro talento. A oportunidade de construir uma carreira poderá surgir a qualquer um, independentemente da votação do público", lembrou.
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