Barra Cofina

Correio da Manhã

Tv Media
6

VIDA DE TREINADOR

E pronto, acabaram os joguinhos a feijões,os duelos amigáveis em que "a exibição conta mais do que o resultado". Daqui para a frente, é a doer. Os pontos perdidos valem muito mais do que as jogadas bonitas e a ditadura dos resultados fará o chicote estalar mais cedo ou mais tarde. Sem apelo nem agravo. Todos os anos é a mesma coisa e os treinadores são os primeiros a saltar fora, quando a coisa não corre bem.
28 de Agosto de 2004 às 00:00
Na televisão não é assim. Tal como na bola, o negócio do audiovisual também mexe com milhões de euros, mas há sempre várias atenuantes para os falhanços. É verdade que dentro do relvado há a bola que bate no poste e não entra. E, claro, temos sempre o árbitro, esse "incompetente que fez vista grossa ao 'penálti'". De qualquer fora, e apesar das desculpas de quem perde, quando é hora de balanços lá vem a chamada chicotada psicológica.
Nas estações televisivas não é assim, apesar da cada vez maior pressão dos números. Porque as audiências resultam em dinheiro, como os golos fazem pontos. No negócio televisivo, e com a cada vez maior competição decorrente da entrada das empresas na Bolsa, a pressão é cada vez maior sobre os ombros de quem dirige. Na temporada televisiva que hoje começa, quer no banco, quer nas televisões, quem gere equipas sabe que não pode falhar.
A TVI conquistou um importante trunfo ao ganhar a corrida às transmissões de um jogo da SuperLiga por jornada. Só que esse trunfo bem pode transformar-se no pesadelo de Moniz.
O director-geral sabe que tem uma bomba nas mãos. Ou as suas transmissões, compradas a peso de ouro, fazem 35 a 40 por cento de 'share' (o equivalente ao normal do seu 'Jornal Nacional' e ao pior cenário das suas novelas portuguesas...), ou a bola bate no poste e não entra. E sem golos não se ganham jogos. E sem vitórias, já se sabe, não há campeões...
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)