O sexo explícito, a violência e os vícios privados de comunidades fechadas são as novas tendências internacionais.
Famosa pela qualidade e oportunidade de séries como ‘Sexo e a Cidade’ e ‘Os Sopranos’, a produtora norte-americana HBO acaba de lançar mais um título que promete fazer furor internacional. ‘Big Love’ é uma série sobre a poligamia no seio da fechada comunidade mormon e surge como uma irreverente pedrada no charco ao revelar uma nova forma de abordar a intimidade em televisão.
De facto, mostrar os vícios e segredos privados de comunidades fechadas é, segundo uma análise da consultora Mediametrie, um dos temas mais em voga na produção televisiva. E nessa linha surge na Europa ‘Alles Ausser Sex’, uma versão afinada de ‘Sexo e a cidade’, que desvenda alguns dos hábitos mais ousados da sociedade alemã.
Em Portugal, a ousadia surge na telenovela ‘Tempo de Viver’, em exibição na TVI, onde sobressaiem comportamentos sexuais de risco, como a bissexualidade e o ‘swing’ (troca de parceiros).
TEMAS POLÉMICOS NA TV
Também o espiritualismo e o paranormal estão em crescendo na TV, mas agora em formatos inovadores. Depois de uma vaga de séries subordinadas ao tema, como ‘Medium’ (AXN), o asunto é abordado de forma mais real.
Na Holanda faz furor o ‘reality-show’ ‘Preek Van Het Jaar’ (’O Sermão do Ano’), em que as homílias preparadas por um grupo de sacerdotes são sujeitas a apreciação de um júri. Por seu lado, o canal norte-americano A & E lançou recentemente ‘God or the Girl’, concurso em que quatro jovens seminaristas são confrontados a optar pelo sacerdócio ou pelo desejo criado por hipotéticas noivas.
ATÉ AO LIMITE
O objectivo é, de acordo com o mesmo estudo, impressionar e supreender até ao limite o espectador mais incrédulo, através de cenas violentas e chocantes, mesmo que isso seja abordado de forma subtil. Nesta temporada, os autores de séries procuram novos estilos formais, em formatos mais curtos, recorrendo a inovações tecnológicas, como a interactividade, imagens de síntese e histórias fora de contexto.
A telerrealidade é uma enorme fonte de inspiração. No Reino Unido, faz furor a série ‘Dubplate Drama’ (do Channel 4), centrada numa rapariga talentosa que quer vingar no mundo da música. O final dessa produção está nas mãos dos telespectadores que, no fecho de cada episódio, escolhem entre várias opções o que querem ver no capítulo seguinte.
A REGRA QUE DITA AUDIÊNCIAS
A ficção lidera as tabelas dos produtos mais vistos em quase todos os países analisados, com excepção da Austrália, onde o ‘reality show’ ‘Than’k God Your Here’ – que obriga os candidatos a improvisar as reacções a uma situação inesparada – lidera audiências. Portugal segue a regra.
1.809 ESTREIAS MUNDIAIS
É o número divulgado pela Mediametrie que analisou os lançamentos de programas de informação e de entretenimento na temporada de 1 de Setembro de 2005 a 30 de Abril de 2006, nos países europeus, EUA e Austrália. Espanha foi o país com mais estreias, devido aos novos canais Cuatro e La Sexta.
MORTE VISTA COM MAIS REALIDADE
De acordo com os analistas, a morte é um tema recorrente nas novas produções internacionais e a mensagem agora já não é subtil. Nesse campo, ‘Sleeper Cell’ é uma das séries mais ousadas da última temporada norte-americana.
Produzida pela Showtime, segue um jovem muçulmano, ex-delinquente, que, ao sair da prisão, começa a trabalhar secretamente para o FBI. Ao serviço da espionagem, infiltra-se numa rede de terroristas a operar em Los Angeles, o que origina imagens de grande violência. O estudo cita também a série espanhola ‘Génesis: en la mente de um asessino’, da Cuatro, como exemplo do “mais desagradável” da TV.
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