Carlos III paga dívida de 1,7 milhões de euros do ex-príncipe André

Monarca britânico usou dinheiro pessoal para liquidar os custos dos estragos na mansão que André ocupou

10 de outubro de 2026 às 15:20
Príncipe André Foto: Direitos Reservados
Rei Carlos III Foto: Instagram
Príncipe André Foto: STEVE PARSONS/POOL/AFP via Getty Images

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Carlos III voltou a ajudar o irmão, André, ao pagar 1,5 milhões de libras, cerca de 1,7 milhões de euros, pelas reparações da mansão que este ocupou durante vários anos nos terrenos do Castelo de Windsor, em Inglaterra. Segundo a imprensa britânica, o monarca liquidou a dívida com fundos privados, depois de terem sido identificados danos na propriedade arrendada pela Crown Estate, entidade responsável pela gestão do património da Coroa.

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A deterioração da Royal Lodge foi avaliada em 1,8 milhões de libras, aproximadamente 2,1 milhões de euros. No entanto, ao valor foram deduzidas 302 mil libras, cerca de 356 mil euros, que André tinha direito a receber como compensação pela rescisão antecipada do contrato de arrendamento.

A intervenção de Carlos III surge numa altura particularmente conturbada para o irmão. No final do ano passado, o rei pediu-lhe que abandonasse a residência em Windsor e se mudasse para uma propriedade privada da família real em Sandringham, no leste de Inglaterra. Na mesma altura, retirou-lhe os títulos reais, incluindo o de príncipe, na sequência das revelações sobre as suas ligações a Jeffrey Epstein, o criminoso sexual norte-americano que morreu na prisão em 2019.

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A polémica agravou-se em fevereiro, quando André foi detido no dia em que completou 66 anos, tendo permanecido sob custódia policial durante várias horas. A investigação está relacionada com suspeitas de má conduta no exercício de cargos públicos, nomeadamente a alegada transmissão de documentos económicos confidenciais a Epstein durante o período em que representou o Reino Unido para o comércio, entre 2001 e 2011.

O antigo príncipe não foi formalmente acusado neste processo e tem negado qualquer irregularidade relacionada com o caso Epstein. Também enfrenta acusações de agressão sexual feitas por Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes do criminoso sexual, que morreu em abril de 2025.

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Mais recentemente, o Tribunal Superior de Londres considerou ilegais as buscas realizadas em fevereiro às residências associadas a André, mas esclareceu que essa decisão não invalida a investigação policial. As autoridades britânicas garantem que o caso continua em aberto, procurando agora encontrar meios legais para conservar os artigos apreendidos durante as diligências.

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