Detenção nos EUA de influenciadores Andrew e Tristan Tate prolongada 2 semanas

Andrew e Tristan Tate não compareceram esta segunda-feira em tribunal e permanecem detidos desde uma breve audiência judicial dois dias após a sua detenção, a 18 de julho.

27 de julho de 2026 às 23:37
Andrew e Tristan Tate foram detidos por crimes de violação Foto: Direitos Reservados
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Os influenciadores Andrew e Tristan Tate, cuja extradição foi pedida pelo Reino Unido sob acusação de violação e tráfico sexual, vão permanecer presos durante pelo menos mais duas semanas, até à próxima audiência, decidiu esta segunda-feira uma juíza norte-americana.

A magistrada federal Lauren Louis marcou uma audiência de custódia para 13 de agosto, a fim de determinar se os irmãos Tate devem permanecer detidos ou ser libertados durante o processo de extradição, que pode durar meses.

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Andrew e Tristan Tate não compareceram esta segunda-feira em tribunal e permanecem detidos desde uma breve audiência judicial dois dias após a sua detenção, a 18 de julho.

Os ex-kickboxers profissionais, que têm dupla nacionalidade norte-americana e britânica, têm milhões de seguidores nas redes sociais e são apoiantes declarados do Presidente Donald Trump.

Questionada na quinta-feira sobre se a Casa Branca interviria no processo de extradição, a secretária de imprensa Karoline Leavitt rejeitou categoricamente a ideia.

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O advogado de Andrew e Tristan Tate, Joseph McBride, afirmou após a audiência da semana passada que estes deveriam permanecer nos Estados Unidos, alegando que a extradição tem motivações políticas e sugerindo que o caso envolve a decisão do ex-primeiro-ministro britânico Keir Starmer de renunciar ao cargo.

"É claro que nos opomos à extradição porque o Andrew e o Tristan são inocentes", disse McBride. "Nunca fizeram nada de errado. Não devem ser extraditados por crimes que não cometeram."

Os irmãos Tate tornaram-se figuras controversas por promoverem a riqueza, o domínio masculino e a misoginia através de um império nas redes sociais.

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Os procuradores no Reino Unido disseram que as novas acusações foram apresentadas após as autoridades terem recebido provas da polícia de Bedfordshire, no sudeste de Inglaterra. As alegações, que abrangem o período de 2010 a 2017, incluem violação, agressão, tráfico humano e crimes relacionados com "imagens indecentes de crianças e pornografia extrema".

McBride afirmou que nenhuma das novas acusadoras foi identificada.

Os irmãos Tate já respondem por acusações de violação, ofensas corporais, tráfico de pessoas e exploração da prostituição com fins lucrativos, relacionadas com outras três acusadoras no Reino Unido, entre 2012 e 2015.

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As novas alegações são as mais recentes de uma longa saga jurídica internacional, que se estende pelos Estados Unidos, Reino Unido e Roménia. Os irmãos negaram repetidamente qualquer irregularidade.

Andrew e Tristan Tate mudaram-se para a Roménia em 2016 e foram aí detidos em 2022, acusados de participar em esquemas para aliciar mulheres para exploração sexual. Negaram as acusações, e o caso romeno não prosseguiu devido a problemas legais e processuais.

As restrições de viagem foram levantadas no ano passado e ambos partiram então para o estado norte-americano da Florida.

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Andrew Tate, de 39 anos, tornou-se conhecido há uma década, quando participou no 'reality show' britânico "Big Brother". Foi expulso do programa quando veio a público um vídeo que o mostrava a agredir uma mulher.

Acumulou mais de 10 milhões de seguidores no X, mas foi banido de outras plataformas, incluindo o YouTube, TikTok e Instagram, por violar as diretrizes contra o discurso de ódio.

Fez comentários amplamente condenados, como dizer que as mulheres que sofrem agressões sexuais devem assumir alguma responsabilidade pelos ataques e partilhar descrições gráficas de como atacar mulheres.

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